terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Amici, amici

amizades em todo aparte
por maneco nascimento

Nesta noite, última, de 26 de dezembro, foi de muitos encontros, de arte, amizade, satisfação em dividir uma boa conversa, rir, trocar figurinhas, falar de assuntos comuns, teatro, cena, direção, texto, beber, brindar e brincar de felicidade desejada, com quem parcerizamos nossas escolhas de, ao uso da expressão corriqueira, "fazer teatro".

Noite em três doses culturais. O Boca da Noite Extraordinário, que aconteceu na Galeria de Arte do Club dos Diários "Nonato Oliveira" e reuniu a Banda Raiz do Sertão, o DJ JoAo Meireles e a apresentação da performance do querido amigo Dan Martins, "A Volta de Carmem Miranda" (resultado de disciplina no Curso de Teatro que desenvolve na UniRio).

Como o assunto é amizade, vamos ao tema. Há alguns anos atrás, fui convidado pelo então diretor da Escola Técnica Estadual de Teatro "Gomes Campos", o dramaturgo Aci Campelo, para compor comissão de avaliação a pretendentes a uma vaga na Escola. Entre os candidatos havia um jovem, adolescente maior, que viera do interior do estado, ao sul do Piauí, para fazer Teatro em Teresina.

(nós, por Roberto Muniz Dias)

Sua história, ouvida na preleção, era original. Sempre quis ser artista e o teatro era sua escolha. Então, resolveu bater malas rumo à capital e veio ficar na casa de primos. Se inscreveu ao teste da Escola e desempenhou sua cena. Havia não só coragem, ímpeto de artista à cena, mas uma determinação que o definia para a escolha. E sua atuação já era boa. Fiquei comovido, à época, com aquele jovem artista.

Anos, não muitos, + tarde o encontro atuando e aquele ator me chamou a atenção. No encontro ele me contou sua história e eu descubro que tive uma insignificante participação nela. Lá atrás, quando ele ingressara na Escola "Gomes Campos". Nos tornamos amigos e até dividimos algumas tarefas de práxis comum. Dirigiu um filme, de memórias, em sua cidade natal e eu estava lá, participando de seu filme.

Ele foi pro Rio. Queria se profissionalizar na academia e ingressou na UniRio. Agora, nesse dezembro, ele de férias, presenteou-nos com um resultado de sala de aula. O mesmo homem, daquela juvenilidade e arroubo de certezas que eu via nos trabalhos, em que nos encontramos, fosse infantil, adulto, comédia, cinema, etc.

Só que desta vez ele vem com assinatura de acadêmico de teatro, com performance imergida em obra de Marcelino Freire, autor de livros "Angu de Sangue" (2000), "Balé Ralé" (2003), de onde se extrai o conto "A volta de Carmem Miranda", objeto de estudo, adaptação e energia dramática apresentada em Teresina.

O José Dantas, quando chegou a Teresina, virou Dan Martins para sair da concorrência com outro Zé Dantas (ator e sonoplasta de teatro). E, agora esse Dan Martins apresentou na Galeria de Artes "Nonato Oliveira" o seu olhar e de um colega de sala de aula para "A volta de Carmem Miranda". As falas do autor, as vozes sociais dos escritos sobre a ausência marcelinofreireano.

Dan se mostra sem falhas trágicas, nem desvio. Não há falsa moral, há acuidade em fidelizar o autor, adaptado ao exercício, e uma compreensão do que se se discute e se quer trazer à baila. As perguntas que soam tinir respostas em quem as ouça.

Sincero, (in)discreto provocador, concentrado na linguagem e no método de exploração do drama solicitado. Inflexiona bem as razões da(s) personagem(ns), tem projeção limpa e verdade de cena para "constranger" os incautos e, ou os que corram por fora do "boca escancarada" que defende liberdade.

Sempre uma dignidade em cena e solidariedade para dividir arte, ao interpelar um colega (Vitorino Rodrigues) que faz as vezes do duplo, eco, reverbero das próprias vozes que regurgitam "o mundo (des) encantado de Marcelino Freire" (escritossobreaausencia.wordpress.com//www.erodito.blogspot.com/ jun. 2. 2010).

" (...) por todas as bichas debochadas e que ferem nosso cotidiano comum e certinho com seu linguajar esdrúxulo e próprio (...)" (Idem).

Parabéns ao Dan Martins e Vitorino Rodrigues que se nos apresentaram lâmina afiada que corta e deixa marca, com sabor de sangue, para regurgito posterior, no silêncio de nossas zonas de conforto.

Na mesma noite, como conluio de teatral, conheci outro amigo de Teatro. Ator, autor (romancista, contista, poeta), dramaturgo, artista plástico e apaixonado pela arte dramática, assim como eu, Dan, Vitorino, Marcelo Rêgo Filho, Francisco de Castro, Silmara Silva, Adriano Abreu, João Vasconcelos, Lourdes Vasconcelos, Reijane Telma Dias. Ele, Roberto Muniz Dias. Natural de Teresina, radicado em Brasília. Escritor de prosa, poesia e textos dramáticos.

(nós, por Roberto Muniz Dias)

Ao assistir a uma leitura dramática, dirigida por Silmara Silva, atriz e diretora e componente do Coletivo Piauhy Estúdio das Artes, através do Projeto Ciclo de Leituras Dramáticas, senti que estava deliberadamente envolvido pelos escritos de presenças apresentadas, por Roberto, à expiação da recepção pública,

"Uma cama quebrada" me deixou ocupante daquela parte e objeto doméstico da casa de uma relação homoafetiva, explorada às memórias de um triângulo de cuecas, mergulhadas nas afeições, sonhos e fantasias de três de espadas. Texto definitivo, contundente, simples em complexo de imersão na beleza e no outro lado do espelho, ou retrato que também revela marcas da natureza humana e suas falhas trágicas.

Conhecer a obra gerava a necessidade de conhecer o autor da obra que traz três personagens em busca de um autor da felicidade e que um, dentre os doisotros, amplia o diálogo com o Galo Colorido (alter ego/lenda portuguesa Galo de Barcelos na esteira deus Ex-machine) cultivado, às vezes das tintas, e que este revela-se um retrato às pequenas maldições, ou o lacaio acompanhante do César, para lembrar ao imperador que não era Deus.

Roberto Muniz surpreende com boa escrita, densa, afetiva, sem rodeios, esclarecedora e conflitante (conflito gera mudança) à feição de discutir  problemas à nossa porta e em busca de soluções, no confronto, de germinar identidades afirmativas, na diversidade que se nos são sempre humanas.

Sua dramaturgia in texto, em dobradinha com a dramaturgia de cena de Silmara Silva, gerou um terceiro elemento: o teatro do universo que conspira arte presente, viva e em pulsação com o mundo em nosso derredor. "Uma cama quebrada" é um luxo de inspiração em big bang na expansão da verdade épica para Brecht e outros sinais em fuga do teatro morto.

E, olha quem está flertando uma amizade comigo? Roberto Muniz Dias. Dois presentes, dois amigos (Dan e Muniz) e os parceiros com quem divido ser teatro, KK, Sil, Adri, Vivi, Marks, Marcelo, JoVasc, Lourdes, Rê.

(nós, por Júnior Marks)

Quando o universo conspira, Macktub! A sorte está lançada e vencemos nós. Salve, Simpatia!

Viva a Amizade!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Joao andante

pop eletronic music
por maneco nascimento

Nesta segunda, 26 de dezembro, o DJ JoAo fará show no Complexo Cultural Club dos Diários (Galeria de Arte "Nonato Oliveira"), às 19 horas, e promete levar muita música eletrônica e uma mistura de ritmos aos expectadores do show.

Joao Meireles é teresinense e já andou por terras dos Estados Unidos e Europa. Imergiu pela América e no velho continente, absorvendo diversas culturas e trazendo novidades à música que o toca e que toca seu público.

Em Teresina, aproveita para dar uma cancha na noite teresinense. Meireles toca, canta, compõe em diversos idiomas e, para esta noite, fará mistura de ritmos e cumprirá toda diversão, numa embriaguez de pop eletronic music.

No show faz um resgate de músicas autorais e de outros artistas, como Michael Jackson, tudo com uma grande mistura de ritmos. O eletrônico salsa também compõe a noite de grande festa

 "A maior novidade, do repertório", aponta o artista, "será o arrocha universitário com o eletrônico”, referindo-se à temática musical brasileira que tem dominado o país.

Serviço:
Hoje, 26 (segunda feira),
às 19 horas,
na Galeria de Arte CDiários "Nonato Oliveira"
Entrada Franca!
fotos/imagem: (Joao Meireles)

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Aos olhos de Muniz

Roberto Muniz Dias: #Fama#emtemporeal#
Veja, leia e regurgite, se quiser.

[FAMA em tempo real


O espetáculo #Fama em tempo real é uma despretensiosa viagem ao mundo metalinguístico do fazer teatral que mistura dança e música. 
É uma viagem de paisagens bem escolhidas tanto no cancioneiro nacional, como dos grandes musicais internacionais. Achei potencialmente ousado. Merecia recursos para uma grande produção, tão grande quanto à imaginação de João Vasconcelos e direção de Adriano Abreu.
Alguns “bifes” são memoráveis, como aquele em que João fala: “enquanto houver fita crepe e viado, haverá teatro (arte)!”. Não deixa de ser uma verdade, mas não limitadora. 
Temos uma diversidade de pessoas espalhadas em cena que transita por musicais importantes como Mamma mia (2008) e Footloose (1984). Tudo cantado ao vivo por cantores piauienses com versatilidade comprovada pelo talento e desenvoltura.
Mas não é apenas uma viagem musical é também fílmica passando por alguns filmes emblemáticos como Good Morning, Vietnã (1988) – a semelhança entre Adriano Abreu e Robin Willians é impressionante, até pensei que fosse ele na projeção que antecedeu a abertura –; Singing in the rain (1952). 
Enfim, foi um passeio delicioso que enchia meus olhos com as memórias afetivas daqueles filmes e músicas, com as intervenções dos artistas e dos próprios diretores, quebrando a quarta parede, fazendo do espetáculo uma deliciosa sessão  ensaio aberto.
Os atores são submetidos a uma audição na qual seus dotes artísticos são avaliados. Vê-se que há uma crítica à vaidade dos artistas que se acham a própria arte personificada. 
“A vaidade mata o diabo”, encapsulado na “cena” em que os atores se confrontam com espelhos iluminando os próprios egos. Suas imagens repetidas revelam a busca da perfeição, mas também revelam a rivalidade e a vaidade.  
Escrevo tudo isso sobre o espetáculo como se fosse grande, e poderia, se não fosse a assumida falta de recursos. Era para ser grande, como um grande musical. Mas alguém pode dizer que o lastro usado dos grandes musicais – a recepção, crítica e sucesso – são desvantagens para uma produção que se autointitula musical, mas é aí onde entram em cena os cantores. 
Nada de play back. Eles atuam, cantam e interagem com os dançarinos (nem sei se são apenas isso). A dança é outra grande potencialidade do espetáculo. Coreografia precisa e plástica, harmonizando com a proposta de misturar as artes. E os músicos da banda que também performam ao vivo, também atuam. É um grande e divertido ensaio artístico de todos envolvidos.
As músicas também fazem uma viagem pelas nossas mais emblemáticas vozes como Elis Regina, Djavan e Cazuza. Não deixa de ser quase uma experiência sinestésica entre sons e paisagens musicais.
E há também o pastiche, a comédia dos artistas diletantes, sonhadores que entram em cena para encontrar uma oportunidade de fama.
E finalmente conseguem os famigerados 15 minutos de fama.

Ficha Técnica:
João Vasconcelos – Direção e Produção Geral,
Pablo Erickson – Iluminador
Fabiano Bezerra – Gerente de Som
Edithe Rosa – Camareira/Contrarregra
Adriano Abreu – Direção de Cena
Stella Simpson – Figurino e e Caracterização
Antonio José – Gerente de palco
Marcio Britho – Operador de Som
Cantore(a)s
Cláudia Simone – Cantora
Gislene Danielle – Cantora
Vieira Neto (Kiko) – Cantor
Bailarino(a)s –
Chica Silva – Coreógrafa e Bailarina
Jeciane Sousa – Bailarina
Zé Carlos Santos – Bailarino
Robert Rodriguez – Bailarino
Músicos:
Fábio Mesquita – Piano e teclados
Lucas Coimbra – Direção Musical e voz
Lucas Santana – Guitarra
Machado Jr. – ContraBaixo e Voz
Roberto Carvalho – Bateria]
fonte: (- See more at: http://robertomunizdias.com/index.php/2016/12/23/fama-em-tempo-real/#sthash.HfskhObE.Haxm75Bb.dpuf)
fotos/imagem: (Luciana Marreiros e Robert Rodriguez)

Natal Pela Cidade toca

os jardins de Karnak
por maneco nascimento

O"Natal Pela Cidade", capitaneado pelo Governo do Estado, Secretaria de Estado de Cultura do Piauí e Projeto Música Para Todos, depois de percorrer o conjunto habitacional Tancredo Neves (Praça das Palmeiras, 20 dez.) e assentar praça na Pedro II (21 dezembro 2016), chegou a vez de plantar melodias e espraiar sonoridades e virtuoses de orquestra nos Jardins do Palácio de Karnak.

(apresentações do Natal Pela Cidade na P2)

A primeira noite da temporada de dois dias agendados, para aquele Equipamento de cultura política (Karnak), deu-se no dia 22 de dezembro, a partir das 18 horas, e encontrou o público visitante, transeunte, e famílias, com muitas crianças, que vieram visitar, conferir a decoração fachada natalina da sede do Governo.

Ali, entre o paisagismo inconfundível de Burle Marx, com seus espelhos d'água, carnaubeiras, símbolo do brasão/bandeira piauiense (época ouro da cera exportação extraída dessa palmeira), passeios(travessas) entre os lagos dos Jardins oficiais e outras árvores que apresentam a fachada do patrimônio arquitetônico edificado (estilismo/neoclassicismo), deu-se o milagre da música e canções instrumentalizadas que falam a linguagem universal que toca os ouvidos.

No palco erguido à esquerda, do ponto de vista de quem adentra a área restrita do Palácio de Karnak, a Orquestra Jovem do Música Para Todos armou seu cerco de boa música e enlevou espíritos ouvintes aos sons cunhados dos instrumentos de cordas friccionadas, que compõem aquele coletivo sonoro.

Com a regência do maestro Davi Emerson e, tendo como solista de violino, o músico Ruan Carlos, a lírica moderna composicional e instrumentalizada ao enleio das partituras fez-se obra viva. De criações brilhantes aos Tons e sons extraídos da sensibilidade de músicos instrumentistas, arrojaram-se melodias sentimentais, definitivamente peroladas, às cifras musicais lançadas ao ar sereno da noite.

Como esclareceu a apresentadora do Projeto itinerante "Natal Pela Cidade", a cantora Cláudia Simone, a Orquestra Jovem do Música Para Todos, juntamente com a Orquestra de Violões e a Orquestra de Flautas repercutem os carros chefe da extensão da escola/instituição, à comunidade, d'arte de prática de música e dão a nota para a musicalização e profissionalização a quem procure o Projeto Música Para Todos (Instituto Cultural Santa Rita).

No repertório que recepcionou o público, na noite de 22 de dezembro, a Orquestra Jovem do MPTodos bridou a assistência com peças de Vivaldi (As Quatro Estações - Primavera, etc), temas natalinos (Quero ver[Quero ver você não chorar];Então é natal; Adeste fidelis, Bate o sino, entre outros).

E, para o gran finale, Ela tocou os corações com temas populares do cancioneiro nacional. O "Xote das meninas", do Velho Lua (Luiz Gonzaga) e "Mourão", de César Guerra-Peixe, um belo exemplar, orquestrado da música brasileira erudito-popular, que inspira acontecimentos religiosos ou não, comportamento do povo e folclore do nordeste, objetos de estudos e vivência do compositor fluminense, de Petrópolis (RJ).

Uma bela exposição da música e práxis indispensável a quem sabe melhor escutar um instrumento. A Orquestra Jovem do Música Para Todos sabe ser sujeito musical e o material valioso está às vistas e ouvidos de quem se detém em ouvir o que sai dos seus instrumentos de cordas friccionadas.

Bela exposição de arte e cultura em música!
Quem perdeu a agenda do dia 22 de dezembro, ainda tem a última chance de conferir esse Projeto que é o "Natal Pela Cidade".

Hoje, 23 de dezembro, a partir das 18 horas, nos Jardins do Palácio de Karrnak, encerram-se as ações do "Natal Pela Cidade"

Só tem + essa oportunidade. É correr pra ver! E não paga nada. O acesso é livre. É só romper os portões do Palácio e conferir.

***agende-se:
hoje, 23,
às 18 horas
nos Jardins do Karnak
Orquestra Jovem do Música Para Todos

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

"Natal Pela Cidade" na P2

esse feliz Natal musical
por maneco nascimento

O "Natal Pela Cidade" fez sua segunda noite de apresentação, na Praça Pedro II, dia 21 de dezembro de 2016, a partir das 18h30.

Quem acompanhou o momento ímpar e musical não se arrependeu. Foi tempo feliz da canção e instrumentos e coro infantil e vozes arrebatadoras de intérpretes vencedores do Concurso da Canção Música Para Todos - Novos Talentos.

Um repertório diverso, atrações luxuosas e uma alegria aos ouvidos de quem pode acompanhar essa hora do Feliz Natal musical, apresentado no ruge-ruge da P2.

A Orquestra de Violões Música Para Todos, coordenada pelo professor Damião Bezerra, fez as vezes da entrada do "Natal Pela Cidade" e evoluiu repertório diverso do cancioneiro nacional.

As cordas de aço do coletivo de violões vibraram a boa resposta de práxis e aprendizagem musical e expansão da ideia de como é bom saber tocar um instrumento, que fala aos ouvidos atentos.

Na pauta das canções instrumentalizadas pelos velhos e doces sons do violão, hits tradição como "Felicidade" (Lupiscinio Rodrigues); "Luar do Sertão" (toada brasileira, também atribuída a João Pernambuco, originalmente, um coco intitulado "Engenho de Humaitá". "Luar do Sertão" foi defendida, por Catulo da Paixão Cearense, em toda a vida, como de sua autoria).

+ melodias sentimentais, entre outros belos sucessos perolados da MPB, foram nota chave na noite.

Em seguida, apresentou-se o Coral Simões Filho Para Todos (projeto desenvolvido na Escola Municipal Simões Filho, bairro Cristo Rei, em parceria/convênio com o Música Para Todos).

O Coral, coordenado pelo professor Junior Francisco, um coletivo de sabiás, em tenra idade, entoando canções natalinas.

Vinte e duas vozes de crianças que preencheram os céus e chão e ruas do entrono da P2. E, sob o teto das estrelas e guardadas pelas árvores do logradouro público, as vozes infantis dispensaram felicidade musical, através do canto Coral.


Uma alegre emoção de ouvir cantar, em coro feliz, melodias e arranjos de quem sabe facilitar e abrir a importância à canção, musicalização e prática de canto aos jovens e futuros intérpretes que compõem o Coral Simões Filho Para Todos.

Era um ninho de imberbes uirapurús arrojando suas vozes coralizadas e distribuídas à afeição da recepção transeunte, curiosa, respeitosa e público que agendou-se para vir conferir o "Natal Pela Cidade" instalado na Praça Pedro II.

Também se apresentaram na noite três cantoras número 1 (Paula Milena, Irla Milena, Chelsea Dayse) e o cantor premier (José Moreira), por duas vezes laureado no Concurso Novos Talentos (frutos do Festival da Canção) desempenhado, na cidade, pelo Projeto Música Para Todos.

As apresentações do Novos Talentos, com a coordenação do professor Sílvio Rosário, teve ainda a participação do percussionista Roberto Carvalho.

No palco em duetos, quartetos e tercetos, esses Novos Talentos enlevaram a canção e encurtaram o caminho, entre o céu e a terra, ao soltarem a voz, em técnica, emoção e sensibilidade apurada vocal.

Foi uma noite para não esquecer, olhos e ouvidos guardam memórias musicais delicadas e performances vocais equalizadas pelo sabor de bem cantar e sentir prazer ao desprendimento da canção interpretada.

O "Natal Pela Cidade" cumpriu sua pauta da noite de 21 de dezembro e marcou boas colheitas interagidas no Projeto que reúne o Governo do Estado, Secretaria de Estado de Cultura do Piauí e o Música Para Todos, numa dinâmica de ação de um Feliz Natal musical.

Show!
E, na agenda dessa quinta feira, 22, + "Natal Pela Cidade", dessa feita nos Jardins do Palácio de Karnak, a partir das 18 horas.

Quem ainda não teve a oportunidade de seguir o rastro dessa Estrela musical, corra!
Nesta noite se apresenta a Orquestra Jovem do Projeto Música Para Todos.
Não precisa pagar pra ver, a entrada é Franca!
É só chegar ao Karnak e conferir in loco.

A agenda, no Karnak, se repete na sexta feira (23).
É Natal. É musical.
É "Natal Pela cidade"!

Esse carango rock

Maverick 75
por maneco nascimento

Quem nunca viu o ronco do motor, o arranco do carango, nem o possante design do carro setentão, que circulava às cidades brasileiras, um quase tubarão afoito nos mares de ruas e asfalto, e que deixava o rastro dos pneus e os sinais da energia combustada, o desenho da fumaça nas notícias da passagem, não sabe o que é e nem o que foi um Maverick, para sua geração de selvagens motorizados.

E, pensar que, se houve um carrão assim, a Banda abre-se às memórias de homenagens, não roda no vazio. Impõe-se pela atitude iconográfica da imagem intangível e metafórica da máquina de produzir viagens e deslocamentos e, enquanto arte musical, Grupo que reinventa a identidade à feita do automóvel.

E, na velocidade de sua produção musical, Maverick 75 intertextualizaria com a [(...) canção do Roberto Carlos intitulada “O Calhambeque”, de 1964. A palavra aparece em trechos como “E como vou viver sem um carango pra correr?”. A partir daí, “carango” começou a ser usado pelas pessoas da época para se referir a carros. O termo ficou muito popular na década de 1960 devido ao grande sucesso que essa música fez, e pelo sucesso do próprio cantor Roberto Carlos, que fazia parte da Jovem Guarda, um movimento cultural que foi promovido no Brasil com a intenção de tirar a atenção das pessoas ao difícil período da Ditadura Militar e assim poderem se entreter (...)] (fonte Dicionário Online)

Setentando a ideia do carango musical e, longe de ser movimento de entreter e distrair, a Maverick 75 inspira arte, juventude que essa brisa canta e corre a 100kms por hora ao seu rock pop exaltação, às feitas da boa e velha música popular brasileira que, transversal do tempo "ars pop", anda na velocidade de sons e tons e harmonias e melodias pela livre imersão "under rock".

É dessa Banda, é desse som que invade o contemporâneo, que nos alcança, que o Boca da Noite, de 21 de dezembro de 2016, gerou pista para a energia e densidade musical, no palco do Espaço Cultural "Osório Jr."/Bar do Club dos Diários, à lei sonora Maverick 75.

As décadas, memórias e repertórios, na canção e instrumentos falantes, deram gás ao musecímetro do Grupo que balizou sua música, sua arte e sua ação de gerar força nos motores que impulsionaram a noite da Maverick 75.

Show pancada pop, arrancada rock e direção dinâmica na auto estrada sonora, em que desliza esse carango musical. Um Boca da Noite quente, ágil na pista das canções liberadas ao palco das emoções.

Esse carango rock é Maverick 75 pop!

fotos/imagem: (ascomSeCult)

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

"Maria de Cuia"

poesia em repente
por maneco nascimento

Lendas, poema, versos, quadrinhas, vozes sociais, repente, memórias ribeirinhas, história da construção social teresinense, rios, mitos às licenças de literatura e heranças ibéricas, em risco de simplicidade, afetos escritos, livre criação e dialogismos com a cultura do inventário popular, presente aqui e alhures, quando a palavra parla.

Histórias fabulosas, de heróis e anti heróis mancebos, princesas, moças, virgens e donzelas, Marias, Antonietas, peixe falante, musa, Rio Parnaíba, piau estalante, Piauí cortado por dois rios perenes, que lambem a capital e também aguçam fábulas e lendas e mitos naturais.

"Maria de Cuia", criação de Luciana Azevedo e parceria, à bela ilustração, de Patrícia Paulozi. Uma narrativa, de apropriação da lenda do Cabeça-de-Cuia (cultura oral e lenda ribeirinha teresinense), entrecruzada com outras culturas populares nordestinas, que aproxima e intertextualiza as oralidades sociais da vida e reinventa a memória dramática.

Livreto/cordel, "Maria de Cuia", enreda a generosa atitude da menina moça que quer resgatar o "monstro", que vive submerso nas águas do rio, preso à própria sina e desgraça fatídica que cunhou-lhe a sorte.
"Ó musa da providência/Só trago aqui minha pena/Para falar de Crispim/Com aquela sorte sem cena/Nas águas quentes do rio/De uma história serena.// Serena foi e ninguém sabe/Desenho de um retrato/Que Maria então pintou/E fez de uma cuia um ato/Deixando tudo mais leve/Neste meu breve relato (...) O Crispim foi amaldiçoado!/Penava condenação./A sua cabeça virou cuia/Nem podia ter salvação/O peito despedaçado/Sete amores, uma ilusão (...)"
(Azevedo, Luciana. Maria de Cuia [Cordel]. Teresina. 2016)
No discurso entrecruzado, a poesia popular repercute morte e vida do rio; "morte" e redenção do homem/"monstro" das águas, rio abaixo, rio arriba; desejo da quebra da maldição e, a força que a lenda impõe para se perpetuar e negar a prenda do desejo e manter o mito, que do rio Parnaíba é feito oferenda e ao Piauí conserva-se lenda.

Do folclore e cultura popular, ainda, intertextualiza com  Câmara Cascudo que recolhe da cultura oral elementos para o conto A menina enterrada viva, ou a Estória da figueira: "madrasta chegou para ver se ela tinha vigiado direito. Descobrindo o figo bicado, ela ficou furiosa. Mandou cavar um buraco e enterrou a menina viva.

e variações da mesma narrativa dramática "Minha mãe me penteou, minha madrasta me enterrouQuando o pai voltou da viagem a madrasta disse que a menina fugira..." e ainda "madrasta odiava pentear a menina, assim como tinha aflição de ouvir a menina cantar... exigiu que ela fosse enterrada no quintal, perto da figueira... Não sei dizer se ela estava viva ou se viveu outra vez ao encontrar o pai."

"Maria de Cuia" encerra seu enredo para as vezes de auto exílio da donzela, enterro (plantada) às margens do rio, entre capins e canaranas na interlocução com A menina enterrada viva, seus cabelos são capim.
"E a musa que me ilumina/Com sua pena de jasmin/No relato se encanta/Na sua mudança, enfim,/Na beira do velho rio/Maria de Cuia é capim!
(Idem)

Feliz Natal musical

é com o "Natal Pela Cidade"
por maneco nascimento

Nesta terça feira, última, o "Natal Pela Cidade" alcançou a comunidade Tancredo Neves, na zona sudeste de Teresina.

Na Praça das Palmeiras, no centro do conjunto habitacional, a hora de lazer trouxe cultura e, segundo moradores do local, era a primeira vez que chegava uma ação cultural até ali, naquele logradouro público.

E os moradores compareceram para ver e ouvir as melodias e canções, do Projeto Música Para Todos, levadas aonde o povo estava.

Na noite foi demonstrada a arte musical do Grupo Gonzaga's Para Todos e da Orquestra de Violões. Repertórios afiados, juventude transversada e o método, feito prática eficiente, do Projeto Música Para Todos (Instituto Cultural Santa Rita).

Se o bairro não tinha, ainda, presenciado ação artístico-cultural na Praça das Palmeiras, a noite compensou o vácuo deixado até então. Com iniciativa  do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Cultura do Piauí, em parceria com o Projeto Música Para Todos, o "Natal Pela Cidade" ali instalado, na noite, espalhou no ar melodias cantadas e instrumentais dedilhados à força da expressão musical afinada.

Famílias, crianças, jovens, adultos, idosos e o movimento contumaz da Praça preencheram a expectativa de recepcionar a acionada arte e cultura. O "Natal Pela Cidade" ganhou o espaço. Bonito de ver o deslocamento das pessoas, ao local, e a atenção voltada à agenda. Olhos e ouvidos concentrados em interação na ação musical.

Feita a primeira entrada do "Natal Pela Cidade" (dia 20), agora é seguir a agenda. Hoje, 21 de dezembro, o Feliz natal musical acontece na calçada/passeio do Theatro 4 de Setembro (Praça Pedro II), às 18 horas.

Na noite de hoje se apresentam o Coral Simões Filho Para Todos e a Orquestra de Violões.

Agende-se.
Participe.
Curta as melodias que abraçam você, neste "Natal Pela Cidade".

fotos/imagem: (Projeto Música Para Todos)

O Amor é



O Amor, de Vladimir Maiakovski


Um dia, quem sabe,
ela, que também gostava de bichos,
apareça
numa alameda do zôo,
sorridente,
tal como agora está
no retrato sobre a mesa.

Ela é tão bela,
que, por certo, hão de ressuscitá-la.
Vosso Trigésimo Século
ultrapassará o exame
de mil nadas,
que dilaceravam o coração.

Então,
de todo amor não terminado
seremos pagos
em inumeráveis noites de estrelas.

Ressuscita-me,
nem que seja só porque te esperava
como um poeta,
repelindo o absurdo quotidiano!

Ressuscita-me,
nem que seja só por isso!
Ressuscita-me!
Quero viver até o fim o que me cabe!

Para que o amor não seja mais escravo
de casamentos,
concupiscência,
salários.

Para que, maldizendo os leitos,
saltando dos coxins,
o amor se vá pelo universo inteiro.

Para que o dia,
que o sofrimento degrada,
não vos seja chorado, mendigado.

E que, ao primeiro apelo:
- Camaradas!
Atenta se volte a terra inteira.

Para viver
livre dos nichos das casas.
Para que doravante
a família seja
o pai,
pelo menos o Universo,
a mãe,
pelo menos a Terra.

Vladimir Maiakovski (1893-1930)

fonte: (http://fos-grafis.blogspot.com.br/)

fotos/imagem: Terra (reprodução web)

A Bondade,

quiçá nossa, a outrem
por maneco nascimento

Segundo José Saramago, “(...) a bondade das pessoas não é melhor do que elas são, também sujeitas a eclipses e contradições, constante só raramente (...)” trecho de fala de uma personagem (José Sassa),  de A Jangada de Pedra, livro editado no Brasil 1988.

Com todas as contradições que nos possam ser imposta

s, como falhos e humanos que somos e pelas nossas atitudes que caracterizem, às vezes da lua, eclipses e ou ocasos de comportamento, ainda assim somos pessoas que lidam com a humanidade que cada um(a) possa deter em si mesma.

 “Somos o que podemos ser”, como diz o poeta.

E podemos ser mais paz, amor solidário ao outro, ouvinte e olho que recuperam e integram razão e sensibilidade de enxergar alguém, não só porque semelhantes, mas porque as atitudes que nos guardem ao que melhor queiramos, a nós mesmos, podem também servir como doação a outrem, que receba maior visibilidade de estar entre a gente, entre as gentes que compartilham encontros fraternos e acolhem na divisão de respeito mútuo.

Ser raro pode ser pop, sucesso, Cult, distinto dos comuns. Ser comum é que é ser raro. Popular, sem distinção de destacável e vertical. Medir comunhão, abrir sucesso na convivência que irmane paz, amor e abraço quente que contagie relações mais humanas.

De gestos simples, e fiel a alguém, que tal São Paulo aos Coríntios? “Sem amor, eu nada seria”.

Feliz natal e novos encontros, neste novo ano que se aproxima. Que curem pela arte, cultura, ciência, fé na vida, no outro e no que virá por seguir e cultura de paz e amor. É o que desejamos, nosotros, a todo(a)s + que sintonizam humanidade que comporte Amor.

Que O Amor, de Maiakovski, nos alcance e a Terra ainda seja solo, morada, mãe e acolhedora, quem nos pare e nos guarda, quando a ela retornamos.

Feliz Natal!
Bom ano que nos alcance nesse 2017.

fotos/imagem: (reprodução web)


terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Siga a melodia de Natal!

Hoje é Dia D "Natal Pela Cidade"
por maneco nascimento

A Praça das Palmeiras, no bairro Tancredo Neves, recebe na noite de hoje, 20 de dezembro, às 20 horas, o Projeto "Natal Pela Cidade".
Quem recepcionará, com música e vozes coral, será a Orquestra de Violões e o Coral Música Para Todos, respectivamente. As atividades acontecem no palco, a céu aberto, que fica na Praça das Palmeiras.
O Projeto “Natal Pela Cidade” é desenvolvido pela Secretaria de Estado de Cultura do Piauí, em parceria com o Projeto Música Para Todos/Instituto Cultural Santa Rita, de responsabilidade do professor Luís Sá.
Feito às intenções artístico-culturais que envolvem o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Cultura do Piauí, o Projeto percorrerá praças, calçada/passeio e jardins de equipamentos públicos e, tem como prerrogativa não só felicitar alguns espaços da cidade com as melodias de natal, como também confraternizar música, paz e fraternidade com as instituições, profissionais de música, pessoas envolvidas e comunidade.
O “Natal Pela Cidade” cumpre hoje a agenda:
**Dia 20 de dezembro, 
às 20 horas, 
na Praça das Palmeiras, bairro Tancredo Neves, 
apresentação da Orquestra de Violões e Coral Música Para Todos.
Acesso Livre, onde a Praça é do Povo!

Você é o convidado especial.
Realização: Governo do Estado/SeCult e Projeto Música Para Todos.

Curta essa emoção.
É melodia de Feliz Natal!

fotos/imagem: Praça das Palmeiras (João Vasconcelos)
Caminho do Natal (reprodução web)

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

"Natal Pela Cidade"

abraça Teresina
por maneco nascimento

Começa nesta terça, (20) e segue até dia 23 de dezembro, o "Natal Pela Cidade".  Abraços musicais e melodias natalinas, pelos instrumentais e vozes do Projeto Música Para Todos, percorrem espaços da cidade de Teresina. 

Na praça, no bairro, na calçada, jardins e passeio, será tempo de confraternizar alegria musical e melodias natalinas do “Natal Pela Cidade”.

A programação começa pelo bairro Tancredo Neves, nesta terça feira, dia 20 de dezembro, às 20 horas, na Praça das Palmeiras, com a Orquestra de Violões e o Coral Música Para Todos.

Depois do “Tancredo Neves”, a Orquestra de Violões e o Coral Música Para Todos desce ao centro da cidade e, no Corredor Cultural, faz apresentação na calçada do Theatro 4 de Setembro (Praça Pedro II), na quarta feira, 21, às 18 horas.

E, nos dias 22 e 23 de dezembro (quinta e sexta feira), as apresentações da Orquestra Jovem do Música Para Todos acontecem nos Jardins do Palácio de Karnak, às 18 horas.

O “Natal Pela Cidade” que reúne mais de cinquenta artistas, entre músicos e cantores de coro, é uma realização do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Cultura do Piauí, em parceria com o Projeto Música Para Todos (Instituto Cultural Santa Rita).

O Projeto de apresentações natalinas encontrou na pessoa do professor Luís Sá, a sensibilidade de disponibilizar material humano, daquela Instituição de prática musical, para que pudesse ser realizado esse evento, aos quatro dias correntes.

A cidade recebe esse presente e a arte e a cultura musical abrem atração à população, através do culto aos festejos de natal e ao encontro que enleva espíritos pela melodia sentimental.

Serviço:
“Natal Pela Cidade”
Dia 20, às 20 horas - Praça das Palmeiras (Tancredo Neves):
Orquestra de Violões e o Coral Música Para Todos.
Dia 21, às 18 horas – calçada do Theatro 4 de Setembro (Praça Pedro II):
Orquestra de Violões e o Coral Música Para Todos.
Dias 22 e 23, às 18 horas – Jardins do Palácio de Karnak:
Orquestra Jovem do Música Para Todos.

Informações: (3222 7100/9.8817 2201)

fotos/imagens: (divulgação[Fábio Novo; Música Para Todos)]

sábado, 17 de dezembro de 2016

Reggae pop

Reggae-se o que puder.
por maneco nascimento

Foi nesta sexta feira, 16 de dezembro,  que vozes e ritmos do reggae invadiram o palco do Espaço Cultural "Osório Jr." (Bar do Club dos Diários). O Boca da Noite Especial Reggae, a partir das 19 horas, foi show!

Três grandes shows, reggaes tradição pra começar, e outros + em continuidade pop inspiração da linguagem musical ritmada a vencer tempo e linguística da música que vem de Marley e seus sucessores e, ou parceiros naturais das canções, que saltaram da ilha reggae e reviraram o mundo com expressão e mensagem de ame e deixe um pouco de sua paz a outrem.

A noite reuniu tribos e amantes e seguidores de uma das mais populares manifestações musicais, do mundo das melodias sincopadas, do reggae tradicional revisitado e encorpado ao tempo de criação e estéticas sonoras de atração e popular interativo musical. 

Tocaram no "Osório Jr.", a Espírito Livre, a Jah Une e a a Banda Guerreiros. 

Música que inspira forma, fórmula, partitura social, vozes da oralidade ritmada e as falas que exprimem o homem e sua hora (Mário Faustino) de defender a origem, identidade, a cultura e o meio da sociedade que se representa e gera audição na forma da arte.

Os shows  não deixaram ninguém na zona de conforto manso. A dança, o contagio natural ao ritmo e balanços cadenciados de emoção, em gerar força ao corpo que pede deslizar nas melodias gingadas. 

Sacudiram o público, que seguiu a onda melódica e interagiu, a seu modo e recepção, na cultura de paz, amor, fraternidade e a muita música espalhada no terreiro das gingas-reggae.

O Projeto Boca da Noite, mantido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Cultura - SeCult, começa a fechar as últimas agendas à edição do Boca, em 2016. 

E, ajuntou três geradores de reggae da cidade, essas pop reggae Espírito Livre, Jah Une e Banda Guerreiros, neste tempo de final de ano.

Deu + que certo. Três em um, luxuoso! Vide o resultado, através de depoimento de quem ouviu as Bandas fazerem história e repercutirem memória no "Osório Jr.", na noite de 16 de dezembro. 

Cantaram o que bem sabem, contaram suas vidas de raízes musicais reinventadas e regeram canção da nova geração, dessa nascida para engrossar o coro aos contentes dessa música que detém garagem diversa e diversidade ampliada, em Teresina.

Foi noite peculiar prazerosa de Espírito Livre, expressivo de ótima atração e melodias reggae tradição, em que a música diz que Jah Une públicos e interage cultura e arte de ser canção e reggae ativo a pop ritmos e, em Banda Guerreiros também inteira a recepção, que mergulhou na veia das batidas ativadas aos sonoros do leve e rico canto das jamaicas conquistadas.

Uma noite Boca cheia de luz de arte cultuada à cultura da música que, por aqui, também atomizou um Boca da Noite Especial Reggae!

fotos/imagem: (divulgação/ascomSeCult)