sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Oficinas Sesi Bonecos

sentam praça em Teresina
Em novembro o Sesi Bonecos do Mundo invade Teresina para Espetáculos e Oficinas e muita alegria festejada.
mundo encantado de Bonecos armará o carroção em Teresina, na Praça Pedro II, dias 22 (sábado) e 23 (domingo) de novembro, e promete que ninguém ficará de fora da programação pensada para a Rota dos Bonecos. Espetáculos, shows, exposições, feirinhas, culinária típica e um universo de vidas contadas pelas mãos e dedos do ânima títeres.
As Oficinas também fazem parte desses dias de fantasia, encantamentos e alegria. A prática de oficinas será oferecida para uma capacidade de 20 alunos. Das 20 vagas para cada Oficina, quatro vagas serão reservadas a professores do Sesi e as restantes serão preenchidas pela comunidade. Também será oferecido transporte, coffe break e material didático de graça. Saída do transporte da Praça Pedro II (Centro de Artesanato Mestre Dezinho).

As Oficinas Teresina acontecem na Sede do Fiepi (Edifício Albano Franco), de 17 a 21 de novembro, com carga horária entre 20 horas/aula e 12 horas/aula. Cinco dias de oficinas, nos turnos manhã e tarde. As inscrições são gratuitas e deverão ser feitas por email. O endereço de Email-inscrições é sorayathe@yahoo.com.br//manecomano14@hotmail.com.
Informações locais: Navilouca Produções e Eventos (Soraya Guimarães). Telefones Fone (86) 3233 9367//(86)- 9946-2613//(86)-9514-8466///(86) 95191902.

Oficinas Teresina
OFICINA 1
Confecção, Composição Cênica e Dramaturgia de Animação, com Marcos Ribas.
Marcos Ribas. No início dos anos de 1970, Marcos Ribas saiu da Universidade de Brasília, onde estudava, e foi morar em Nova York, onde realizou seus primeiros trabalhos. O Bode e a Onça foi a sua primeira montagem com o Grupo Contadora de Estórias, em 1971. Depois disso, nunca mais parou. Viajou o mundo participando dos principais festivais de teatro da Europa e dos EUA, além de temporadas de grande sucesso no Brasil. Nestes 40 anos de história dedicada aos bonecos, Marcos realizou 26 espetáculos diferentes que alegraram e fizeram pensar.
Local: Av. Industrial Gil Martins, 1810 – Ed. Albano Franco, 8º andar, Sede da Fiepi, em Teresina.
Fone inscrições 3232.8206/ 9946.2613 / 8156.4624 Email/inscrições: sorayathe@yahoo.com.br/manecomano14@hotmail.com
Capacidade: 20 alunos
Período: 17 a 21 de novembro de 2014
Carga horária: 20 horas (5 dias, das 09 às 12 horas/14 às 18 horas)
Haverá transporte gratuito para os inscritos, saindo da Pça Pedro II (em frente ao Theatro 4 de Setembro), com saídas todos os dias às 08h e retorno às 12h/13h e retorno, às 18h, ao local de origem.
OFICINA 2
Fazendo e Manipulação de Marionetes, com Viktor Antonov
Viktor Antonov tem desenvolvido e criado marionetes. De 1996 até
2002 foi o principal artista do teatro Mini-Dlin. Durante esses anos,
criou programas de variedades, como Show da Rússia, Sonho Africano,
Eastern - Conto de Fadas, Halloween, Café - Chantan, Sonho Cigano,
Sonhos das Caraíbas e muitos outros, assim como muitas marionetes.
Durante o workshop programado, Viktor Antonov irá compartilhar seus
segredos profissionais e habilidades com o público e vai a ensinar
a todos os que desejam a arte do teatro de marionetes de controle e
manipulação.
Local: Av. Industrial Gil Martins, 1810 – Edf. Albano Franco, 8º andar, Sede da Fiepi, em Teresina.
Fone inscrições 3232.8206/ 9946.2613 / 8156.4624 Emails/inscrições: 
sorayathe@yahoo.com.br//manecomano14@hotmail.com
Capacidade: 20 alunos
Período: 17 a 21 de novembro 2014
Carga horária: 12 horas (5 dias das 09 às 12 horas)
Haverá transporte gratuito todos os dias para os alunos inscritos, saindo da Pça Pedro II (em frente ao Centro de Artesanato Mestre Dezinho), com partidas e chegadas, pela manhã e à tarde, 


Horários de Saída do Transporte
(em frente ao Centro de Artesanato Mestre Dezinho)
Manhã: 08 horas  (saída)
             12 horas (retorno)
Tarde: 13 horas  (saída)
           18 horas (retorno)
Serviço:
Oficinas - Sesi Bonecos do Mundo - em Teresina
Local: Edifício Albano Franco, 8º. Andar, Sede da Fiepi
Período: 17 a 21 de novembro de 2014
Horário: 9h às 12h/14h às 18h
Email-inscrições: sorayathe@yahoo.com.br//manecomano14@hotmail.com
Informações: (86) 3233 9367//(86)- 9946-2613//(86)-9514-8466//(86) 95191902.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Na Rota dos Bonecos

Teresina será a capital do Sesi Bonecos do Mundo.
por maneco nascimento

Tá valendo. 10 Anos!

Quando entrar novembro, a boa nova senta praça no Corredor Cultural de Teresina.

Entre o Cine Rex, Theatro 4 de Setembro, Centro Artesanal "Mestre Dezinho" e o burburinho natural, do logradouro público, para coreto, passeios e terra nostra de transeuntes, a felicidade se instala.

No coração da Aquidabã Sem Número, protegido pelas Ruas 13 de Maio, Paissandu e David Caldas, abrem-se as entradas e bandeiras do ânima mundi marionetes et al e fecha-se em festa, alegria, fantasia, encantos, encantamentos, histórias e memórias do teatro da manipulação de Bonecos, na Praça Pedro II.

A Rota dos Bonecos vai desembocar na cidade verde que não tem + fim.

Em novembro Teresina será a capital do Sesi Bonecos do Mundo!!! 

A Pê II abrigará a tenda de todas as línguas, linguagem, falas e vozes do conspirador mundo dos Bonecos.

Agenda garantida.

Entrada Franca!!!

Patrocínio Sesi - iniciativa CNI Confederação Nacional da Indústria
Produção Local - Navilouca Produções e Eventos - Soraya Guimarães

Retire seu ingresso assim que abrirem-se as bilheterias de Livre Acesso, nos dias 22 e 23 de novembro de 2014. 


(na alegria das mãos e dedos pra você/divulgação)


Bat Local do Universo de Bonecos: Praça Pedro II (Aquidabã Sem Número).

(Sesi Bonecos do Mundo, 10 Anos!/divulgação)

Serviço:
Sesi Bonecos do Mundo
dias 22 e 23 de novembro de 2014
na Praça Pedro II
das 16h30 às 23h
informações: Soraya Guimarães
Fone - (86) 3233 9367
(86) 9946-2613
(86) 9514-8466

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Ânima títeres

Sesi Bonecos do Mundo: mãos e dedos falam. 

Está chegando a hora. Logo, logo será aberta a temporada de encantos, encantamentos, fantasia, lúdico, ânima títeres. 

O maior espetáculo da terra reunirá o mundo, de bonecos, títeres, marionetes, mamulengos, contador de alegrias. 

(viva a alegria e ria porque será festa/divulgação)
O Sesi Bonecos do Mundo, de volta a Teresina, montará tenda de vida e felicidade planejadas, através do universo de bonecos, suas vozes e língua viva de títeres na Praça que é do povo, como o céu e as estrelas são da emoção.
(a alegria vai reinar, é Sesi Bonecos do Mundo/divulgação)
A caravana da fantasia que cumprirá agendas em Belém, do Pará, e em São Luís, do Maranhão, antes de chegar a Teresina e fincar mastro do grande circo, na Praça Pedro II, centro da cidade verde.
(vida de boneco, tempo de fantasia/divulgação)
Dias 22 (sábado) e 23 (domingo) de novembro, a Pedro II será corredor cultural de vida animada e o universo conspirará a dias de franca alegria festejada. A cidade cumprirá arte, cultura, estética e plástica em teatro de todas as horas e tempo de ser feliz.
(histórias contadas nos dedos das mãos/divulgação)
A produção executiva local,  assinada por Navilouca Produções, tendo como carro chefe a produtora Soraya Guimarães, garante que todos serão transformados em bonecos e vestirão a camisa do Sesi Bonecos do Mundo, que tem o patrocínio do SESI, iniciativa da CNI Confederação Nacional da Indústria. 
Todos os olhares de cidade estarão voltados à meca do maior espetáculo de todos os tempos. É o Sesi Bonecos do Mundo que ganhará TERESINA!

A agenda do Projeto assegura "Tem gente que diz que momentos felizes se contam nos dedos. Para o Sesi Bonecos do Mundo, são muitos dedos. Dez dedos das mãos talentosas de cada marionetista que se apresentou no Festival. 
Dez dedos das mãos de cada pessoa, dos mais de dois milhões, que aplaudiram os espetáculos. Dez dedos das mãos de cada aluno que fez história nas oficinas. 
Dez dedos das mãos de cada trabalhador que levantou estruturas monumentais para permitir a concretização do sonho. Dez dedos das mãos de cada jornalista que interpretou o sonho nos mais importantes jornais de todas as capitais do Brasil.
Em 2014, as duas mãos que dão vida aos bonecos ganham um significado a mais. Dez anos do Sesi Bonecos do Mundo. Para celebrar, espetáculos de nove países e de 10 estados brasileiros. 
Reunidos em Belém, São Luís e Teresina. Cento e duas apresentações teatrais e performances. Intervenção cenográfica interativa . 
Exposição Observatório Bonecos do Mundo 10 Anos. Edição especial do livro de arte comemorativo. Mostras de curtas-metragens e de fotografia. Oficinas profissionais. 
Show do Pato Fu com bonecos do Giramundo. Feirinha de Mamulengos. Um intercâmbio intercontinental de linguagens preparado com a delicadeza das coisas feitas à mão. Pois, se cada palma da mão tem um M, no Sesi Bonecos do Mundo é de Marionetista e de Marionete."
(passaporte livre aos Bonecos do Mundo/divulgação)
Será tempo de espetáculos, oficinas, exposições, filmes, shows, feirinha de mamulengos, culinária da casa brasis e todo um giramundo de emoções, atrações, sensações da cena de bonecos contando sua história e as memórias sociais da cultura mundi no Sesi Bonecos.
A Entrada Franca. Retire seu ingresso com antecedência e seja feliz.
A Praça Pedro II é de todos, do Sesi Bonecos do Mundo e da cidade de Teresina que receberá esse universo conspirador de alegria a crianças de todas as idades e a adultos que nunca perderam as memórias infantis.
Serviço:
Sesi Bonecos do Mundo
dias 22 e 23 de novembro de 2014
na Praça Pedro II (Aquidabã sem Número)
das 16h30 às 23h
no Bat Canal de Bonecos Animados
visite o Site Sesi Bonecos do Mundo e sua rede de atrações!

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Brasil brasis

aos dizem sim, talvez e não
por maneco nascimento

Tivemos, o Brasil, + uma vez um bom exercício de democracia praticada. Neste ano de 2014 os caminhos das eleições presidenciais levaram a um acirramento e polarização que, por vezes, apregoou entre quem seria bom e quem pouco menos.

De um lado, nordestinos "acéfalos" e não leitores e, do outro lado, o mundo dos bem vestidos, dos aspirantes ao lado dos lindos, brancos, inteligentes e espelho da sociedade livre da mudança "limpa".

Nunca em dois turnos de uma mesma eleição, o candidato da direita, com ares de esquerda oposição vanguarda de pele velha, havia jogado tantas e todas as suas cartas e cartadas do fino basta jogar para ver se cola. Evoluiu tanto em persuasão e convencimento agressivo que foi morrer numa praia a quase 4 milhões de votos de diferença computados na urna da candidata da esquerda assentada no trono da direita do estado nacional.

Por sua vez, a então Presidente da República Federativa do Brasil chapiscada de denúncias que a ligam a circunstâncias e indícios de corrupção em instituição pública sólida dos negócios de petróleo, confrontada com uma derrama de notícias, informações, editoriais, semanários, blogs opinião e colunistas de (pre)conceito gatekeeper e direcional discursivo patronal corporativista limaram sua imagem de presidenta e, ainda assim, foi imbatível feito o herói lendário bíblico (David) contra o "vilão" filisteu (Golias em pele de Rede Globo et al).

E Dilma venceram! Apesar de ironias e indesfarçatez de âncoras da televisão que assina ibope e audiência inabalável. As editorias da imprensa anti-Dilma comeram a corda com sal e vinagre e ainda tiveram que acionar rapapés, após o inquestionável resultados das urnas que deu a Dilma Rousseff os 54 milhões de votos que a reconduziram a um segundo governo, como mandatária do Brasil. Como disse um âncora de jornal, "uma vitória estreita..." sobre o candidato do PSDB. Mas sempre vitória de 50% + hum milhões de SIM.

Dizem os noticiários que cerca de 80% de brasileiros que votaram, da Argentina para cá, sinalizaram para Aécio. Em terras portenhas de la américa latina em que o orgulho nacional é de um dos países de melhores índices de leitura, em contraponto com a terra maravilha, tratada com índices inferiores de leitores medianos, os brasilenos votaram em seus representantes para manter seu perfil de bom burguês contra os pobres, ignorantes, nordestinos e periféricos do Rio de Janeiro e outros sítios inferiorizados.

Brasil, país generoso e de indistinção em governo, entre os + mais populares e de projetos coletivos, possibilita viagens e até moradias em terras estrangeiras, terras estas com orgulho e arroubo de pinta europeia no cone sul. São brasileiros que também podem ir gastar as divisas, ainda estáveis, brasileiras na pátria argentina de instabilidade de moeda e medidas caudilhas de heranças ameaçadoras das liberdades democráticas da nossa América livre.

Quanto à campanha eleitoral, em que Aécio perdeu duas vezes o bom combate, os números contestam quem diz que só analfabeto burro e regionalizado votou na Dilma. Estudei, graças a Deus, sempre em escola pública, passei duas vezes por universidade pública e gosto de ler. Leio sempre para me informar, não esquecer e perceber que a história também se inscreve com leituras e leitura do mundo.

Os discursos nem sempre correspondem à verdade. Ricos, pobres, também do sudeste votaram na Dilma. Não existe divisão do país por causa do resultado eleitoral. A polarização politico partidária e de identificação com um, ou outro candidato existiu, acirrou os ânimos, gerou até "inimizades", mas já passou. Dilma é a presidente do Brasil + uma vez, mesmo que os aecista não gostem ou não tenham ainda aceitado o exercício democrático do resultado eleitoral.

Esses números abaixo indicam que não só o nordeste votou na Dilma. Também no Sul e Sudeste houve quem não absorvesse o discurso da oposição à candidata do PT. Mas o Brasil é dos brasileiros, de todos os brasileiros de qualquer crença, cor, credo, ou manifestação política. As pontes de que falou Dilma em seu discurso de reeleita são para reunir o país que se dividiu no pleito já sufragado. Agora é hora do país para dilmistas e aecistas

(dados que circulam no face/informação colhida do image face de Carolina Sudário, hoje, 28 de outubro de 2014, há 5h)

Redunde-se: O Brasil é dos brasileiros, de todos os brasileiros de qualquer crença, cor, credo ou manifestação política. As pontes de que falou Dilma em seu discurso de reeleita são para reunir o país que se dividiu no pleito já sufragado.

Agora é hora do país para dilmistas e aecistas e nunca para discursos como esse que circula nas redes sociais e representa algo que o Brasil não precisa. A senhora Regina Z. Pimenta pode até demonstrar sua "indignação" e a não aceitação dos resultados das eleições 2014, mas comete uma falha trágica, acredito eu, ao declarar opinião que transforma em menores os eleitores de Dilma Rousseff. O exemplo e suas palavras falam por si mesma.
A opinião acima surge na página de Dadinha Leal após a provocação que ela deixou livre às liberdades de expressão: "Pr'ocê que odeia nordestino:
-- Oxente, isso é fraqueza no juízo. Vá cumê um prato de buchada, meu fio, pá mode dá sustança e amiorá os pensamento. Mas também, querenu, pode ir se lascar pra lá!" (Dadinha Leal Guarani-Kawá, 6h Teresina, via face/colhida em 28.10.2014)

As manifestações vieram em série e, entre elas a de Francesca Carvalho, que se posicionou assim:  Nem sei se ja postei isso pra vcs, mas acho importante, alem de espantoso. Na primeira vez q li, pensei q tivesse sido psicografado, enviado do além por Adolf Hitler, mas aí pesquisei e vi q essa criatura existe mesmo!!!! Lamentavelmente.... " e postou o exemplo acima, vindo de Regina Zouki Pimenta, de Santo Amaro, via facebook.

Não, o Brasil é da diversidade, sim. Também na hora do resultados de eleições. Não é só país maravilha exportação para turista ver. Brasileiros de diversos matizes ocupam direitos e opiniões e podem se manifestar, inclusive no voto. Sem que deva correr tangido a candidato que não se identifique.

Saibamos perder também. O país é nosso, de todo brasileiro, não só dos eleitores de Aécio. Que os que se julgam prejudicados cobrem lisura e transparência do governo, das instituições da justiça e da política e agreguem valores e não formação de opinião que diminua brasileiros e ameace a integridade de qualquer cidadão.

Vivamos com isso, porque democracia. Mas as instituições de justiça manifestem-se e digam a brasileiros que não concordam com o resultado das eleições 2014 que é crime fomentar arianismo, proselitismo, violência, preconceito e discriminação contra brasileiros daqui ou d'alhures.

Viva o Brasil continental, viva a democracia conquistada, viva o povo brasileiro!

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Ser ou não Ser

para peles e escamas



Cobra do Ano 2014

Tema: SEJA COBRA. INDIQUE-SE OU INDIQUE.

Ano Humberto Pequeno - mas com peles + velhas que o mundo.


Veja a lista das Cobras-categorias auto concorrência, ou indicação da Cobra ao lado para a versão do Ano 2014.


Do universo cobrífico e da diversidade de peles que vestem mães, filhas, madrinhas em escamados brilhantes, ou encouraçado, amaciadas pelo zelo do doce veneno.



(cobra albina de olhar meigo/divulgação)

I. Cobra coral - listada, ou cinza grená - mas o matiz tá na presa postiça.

II. Cobra ai ai ai - não envenena espetáculo contemporâneo, mas papa um bom pintassilgo em destiladas interjeições.


III. Cobra coitadinha - faz caras e biquinhos de probrezinha perseguida, mas se aparecer uma boa perseguida, papa, depois de inocular olhinhos de atração.

IV. Cobra polêmica - filha da encrenca e prima do disse que me disseram. sempre tem razão de sobra, mas nada de presas aprisionadas pra mordiscar.


V. Cobra virtual - tá sempre por trás de um fake. falsa até quando as operadoras nada destilam. mas quando se enroscam na rede não há presa que escape.



(a Rainha do nilo e ásias e áfricas cobríficas/divulgação)


(A Bico de Papagaio, Rainha da amazônia e d'outros trópicos américos/divulgação)

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Registro de Humor

daqui e além fronteiras
por maneco nascimento

O 6º. Salão de Humor, promovido por uma empresa de negócios da saúde e organizado pelo cartunista Jota A., demonstra que também há saúde e injeção de atenção e investimento financeiro na área cultural e artística do humor arte visual.
(arte divulgação do Projeto do riso e humor com tema Eleições)

A Exposição do Salão, ano 2014, está aberta à exploração pública no Varandão da Casa da Cultura de Teresina até dia 04 de novembro. A abertura desse mapa do riso e do entretenimento deu-se no dia 7 de outubro e aguarda dentes irresistentes e risos de alegria porque rir ainda é uma ótima pedida.

Entre Menções Honrosas, premiados e o diverso humorado de participações locais, nacionais e estrangeiras, o riso tematizado às eleições trouxe criatividade, carisma composicional e muito pano às mangas de desenho plástico contextualizado à cultura de cada sítio, ou território representado no 6º. Salão Medplan de Humor! 2014.

Riso venal e inteligente está presente Ricardo Torres (Teresina – PI), com “Máquina dos desejos” que levou uma Menção Honrosa. Balõezinhos na fila dos sonhos. O idoso, com uma receita médica, projeta em seu balão de sonhos um hospital de ponta; a mãe, com dois filhos, sonha com a casa própria; o estudante adolescente sonha com a universidade; o burguês, com seu filho robusto, no colo, é o da cabeça da fila. Sonha com o Swise Bank. Todos estão enfileirados rumo à urna eletrônica.

Raimundo Waldez da C. Duarte (Belém – PA), e sua obra “Eleição”, também é de Menção Honrosa. O pobre ora para o santinho do Sarney, na parede, e Sarney ora para a foto da Justiça. Emrah Arikan (Ancara – Turquia) assina “Eleições”. Um caminho de tapete vermelho leva a uma escada, plataforma da urna. Eleitor recepcionado por “cartola”. Cada eleitor traz à mão um envelope que deposita na urna. Do outro lado da plataforma, outro “cartola” chuta o traseiro do eleitor escada abaixo.

Newton Dias Silva (Fortaleza – CE), “Voto de Cabresto”. Uma mão gigante segura o eleitor pelo tronco e leva-o até a urna eletrônica. Segura-o no ar e ordena: “VOTE!” e o eleitor, apavorado, diz: “SIM, SENHOR”. Detalhes, há duas baratas, ou besouros pretos, no chão e comentam: “ÉGUA!”.

Augusto Franke BIER (Porto Alegre – RS)  e seu “Povinho” apresentam dois executivos maduros (políticos) em conversa, frente à frente, bebem enquanto sentados em sofás. O + jovem que exibe um charuto no bico, diz em seu balãozinho “Esse povinho fica muito chato depois que elege a gente!”, o outro, + velho, responde: “é, fica pedindo educação, saúde, saneamento, segurança...”.

Josival da Fonseca Silva (Bayeux – PB) conta com “Os Palhaços”. Uma grande fila na sala, zona eleitoral, em curso ao voto. Representantes sociais de várias faixas etárias, classes sociais e profissões. Todos estão pintados com máscaras de palhaços e nariz vermelho.

Rogério Narciso da Silva (Teresina – PI) faz tema em “Midiado”. Uma geringonça tecnológica, xipofagada a vários tentáculos (antenas, câmeras fotográficas, microfones, jornais, teclados e computadores, caixas amplificadas, etc.). De um lado alguém, cidadão de paletó, fala ao microfone interligado à máquina. E, do outro lado, o eleitor preso por um plug, na nuca, vota.

Oguz Gurel (Stambul – Turquia) ironiza com “Caixa Preta das Eleições”. Uma queda de avião na floresta. Dois homens procuram nos destroços informações do acidente. Um encontra a caixa preta, entre uma moita. O outro chama a atenção do colega para uma urna de votos, estilo antiga, com cadeado. É a hora da escolha.

“Sem Título” é o assunto de Francisco Irani de Alencar, de São Paulo – SP. Na parede, uma fila de santinhos dos candidatos com o dizer acima da cabeceira da foto: “VOTE”. Quando o eleitor passa, um dos candidatos da foto abraça o eleitor com a mão esquerda, pela cintura,  e com a mão direita retira uma cédula de dinheiro do bolso traseiro do cidadão, este levanta as mãos em circunstâncias de assalto.

De Curitiba, Paraná, vem a criação de Dilmar José Kempner Junior, “A Criação de Adão”. Na réplica da obra de Michelangelo, Dilma é uma criatura com dentes avantajados de rata e o criador um Lula com rosto expressivamente de ratazana. O toque de Deus repassaria o DNA, da espécie, na semelhança divina à mortal.

Doru Axinte (Tulcea – Romênia) manda “Promessas”. Uma limusine na rua, o político abre a janela do carro quando passa por uma família pobre. A sua fala radiografa a família e a parte, da fala, que fica contida no balãozinho é colorida e idealmente arrumada, o restante do corpo das pessoas, envoltas pelo balãozinho, é natural, realista e maltrapilho.

De Beska, na Sérvia, saiu o premiado ao 1o. Lugar do Salão. Miro Stefanovic e seu tema "Eleições" sinalizam para uma aglomerado de pessoas na entrada de uma caixa de madeira, tendo na parte superior a boca da urna. Os eleitores entram por aquela entrada e na saída (porta em forma arqueada) saem transmutados em burros.
 (Primeiro Lugar do 6o. Salão M. de Humor! 2014/divulgação)

Rodrigo Wiedemann Chaves (Porto Alegre - RS), com o tema “Candidato” recebeu o Prêmio Internet. Uma fotografia, tamanho gigante, na parede. Um gato impertigado de paletó e o dizer, acima da cabeça, VOTE. Na rua, transeuntes circulam naturalmente em situações corriqueiras. São ratos, indo e vindo de algum lugar. Um operário panfletário, um casal em passeio, um jovem rato de terno deixa uma moeda no chapéu do mendigo, à esquina. O gatão, dissimulado, da foto, finge não perceber o movimento da vida dos ratinhos. Seu olhar vigia eleitores em potencial.
(Prêmio Internet - 6o. Salão M. de Humor! 2014/divulgação)

Sérgio Paulo Soares Santos (Boa Vista – RR) também denomina “Candidato”. No quadro acima, o político em palanque faz discurso. Ao fundo, sua foto gigante e, à frente, braços em punho dão apoio às falas. No segundo quadro, abaixo, o político entrega uma nota de dinheiro ao eleitor, convencendo-o a confirmar o voto.

De Montreal, no Canadá, chegou a peça de Seyedbehzad Ghafarizadeh que também levou uma Menção Honrosa para “Eleições”. Eleitores, representados por ovelhas, enfileiradas andam em duas patas rumo à urna. Enquanto a “eleitora” coloca o voto no invólucro eleitoral, um magarefe aponta, com dedo indicador esquerdo em riste, a boca da urna. E, com o dedo polegar direito aponta as facas, dispostas em painel preso à parede, acima da urna.

Samuel Rubens de Andrade (Recife – PE) e seu “Transporte de Votos” ficou com uma Menção Honrosa. Um caminhão pau de arara leva os eleitores na carroceria, vão eles em franca discussão alegre. O motorista os observa pela janela esquerda do transporte. Ao fundo do caminhão, na tábua da carroceria, se lê: “VOTE CONSCIENTE OU VOTE A PÉ!”

Mehdi Azizi (Arak – Irã) registra sua “Eleições” para um operário/militar em farda cor vermelha e faixas, em branco, nas mangas compridas, na altura do peito e nas pernas da calça (panturrilhas). Varre o lixo doméstico/industrial (talo de árvore com só uma folha verde, latas de refrigerantes, garrafa de champagne, restos de comida) para o buraco no piso em que trabalha. Caracteriza uma fresta da urna gigante sob os pés do operário. Do céu cai um pedaço de papel, em branco, com um “x” em vermelho marcado no centro do cédula de eleição. O voto cai em direção a boca da urna.

O quadro, um sol de rachar; um pé de mandacaru ao tempo e um gelágua sobre a terra rachada. Na base do gelágua, a urna eletrônica emblematizada com espaço para a foto do candidato e as teclas de operação do voto. O autor, Reginaldo Moreira do Monte, de Manaus – AM, para o tema “Água”.  

Elizabeth Alves de França e Silva (Recife – PE), com “Sem Título” apresenta o quadro de quatro cabines de urnas eleitorais, cada uma em um ponto da sala, no final do quadrante da encruzilhada. No centro da encruzilhada, o eleitor (cabra cega) está com o voto à mão. Das cabines vêm chamadas dos cabos eleitorais/candidatos. Cada um chama a atenção do eleitor cego com as armas que possuem. Um com microfone, outro com megafone, o terceiro com um tambor e o último usa o gogó.

Moisés de Macedo Coutinho (Mogi Guaçu – SP), com “Aperta o Verde”, ficou com o 2º. Lugar na premiação. Um “monstro”, Hulk, está na cabine de votação e os três mesários gritam, do ponto em que estão, em uníssono: “APERTA O VERDE!”. Hulk eleitor está enraivecido.

(Segundo Lugar do 6o. Salão M. de Humor! 2014/divulgação)

Ehsan Ganji (Kohgiluyeh – Irã) e seu “Eleições” nos dá uma narrativa de quatro homens que trazem, em cortejo, um voto gigante ao ombro. Choram. Em seu percurso final, uma fresta no chão (buraco da urna) para depositarem o “morto”.

Eder Santos (São Paulo – SP) deteve uma Menção Honrosa com “Eleições”. Uma urna eletrônica gigante esta sustentada por um graveto, preso por um barbante. Sob a urna arapuca uma dentadura sorridente. Do Belém, do Pará, Raimundo Waldez da C. Duarte chama “Eleição”. No primeiro quadro, cavaletes dispostos à rua, com a foto sorridente do candidato e o tema (Candidato). No segundo momento, uma mesa de gabinete, uma bandeira nacional enrolada no mastro doméstico, uma rica cadeira/poltrona atrás da mesa e sobre a mesa uma foto cavalete do candidato sorridente, com tema (Eleito).

De Kiev – Ucrânia, a peça “Sem Título”, de Vladimir Kazanevsky, enviou obra que, sobre um galho de árvore centenária há um ninho cheio de biquinhos famintos e, ao lado, no púlpito microfonado um pássaro engravatado discursa aos bicudos esfomeados.

Érica Junqueira Ayres (São Luis – MA) em seu “Sem Título” apresenta quadro em que de um lado estão homens de terno e gravatas, mulheres bem vestidas. Cada um oferece um “presente”: canudo de formatura, tevê digital 30 plgs, óculos, saco de dinheiro, dentadura. Do outro oposto, uma família, na porta de sua casinha simples da zona rural, está espantada com o assédio. Carrega o voto à mão. Ao fundo da propriedade, um cãozinho observa com a cara exposta e o corpo protegido pela parede da casa de seus donos. O homem contém, com a mão direita, a mulher. Pede cautela.

“Voto Pressão” vem de Belém do Pará, arte de Ubiratan Porto. A urna eletrônica é representada, do lado (esquerdo), na tela, uma foto de homem que usa paletó, está de óculos escuros, aparece ao eleitor no contraponto e, do lado direito da urna um cano de fuzil apontado. O votante, do lado de cá, usa chapéu a la gonzaguiano e usa roupas simples e remendadas. Seu dedo indicador direito aponta para o NÃO. A opção da esquerda da urna é para o SIM. Guarda uma temerosa dúvida.

“Selfie Político”, de Carlos Augusto R. Nascimento, de Belém do Pará, levou também uma Menção Honrosa. Na narrativa, a família “Retirantes”, reprodução de quadro de Portinari, está ao lado do político e, este, com um celular tira uma foto.  Em seu peito (paletó), lado esquerdo, o adesivo VOTE. Na famélica família, destaque à mãe que porta um cartão, à mão, BRASIL Bolsa Família.

O artista de Joinville, Santa Catarina, Paulo Sergio von Indelt, trouxe “Ratoeira para Eleitor”. A mesária indica a urna: “PODE VOTAR NAQUELA SALA”. O eleitor com o voto à mão, atento às informações da mesária. Ao fundo, na porta indicada, uma cabine eleitoral com urna e à frente da urna uma cadeira vermelha. Tudo sob um arco (porta) que dá acesso à entrada da Sala. + ao fundo da Sala (boca da urna) uma ratoeira armada, ou melhor a urna armada sobre a ratoeira.

“A Grama do Vizinho”, de Malo Rampazzo (Cotia – SP) registra um quadro em que, lado esquerdo há uma casa simples de alvenaria aparente, telhado de amianto e antena comum, de tevê, plantada no teto. Da porta da frente entreaberta se vê uma pequena tevê sobre um móvel. Na janela da casa o dono observa o movimento da rua.  A casa tem um cercadinho de madeira vazado e baixo. Na área do jardim um galo de terreiro, garrafas vazias de bebidas e outros objetos esquecidos ao chão. Na porteira do cercadinho, um velho tapete limpa-pés e na calçada o cãozinho dorme. A casa simula uma urna eletrônica, o homem na janela seria o candidato da foto em tela e ao lado da janela as teclas de votação. Todos os eleitores se dirigem ao casarão do vizinho que oferece um banquete no seu imenso jardim. O candidato, da casa suntuosa está, de braços abertos, na tela/janela do pavimento superior, recepcionando o público. Na parede da fachada, lado direito, as teclas da urna. Um eleitor vota, enquanto os outros aproveitam a festa.

Maurício Zamprogna, de Passo Fundo – RS, vem com a obra “Político Pinóquio”. Caminhões são carregados com toras de madeira e seguem em direção a um conglomerado de prédios (a cidade). Na floresta, os operários trabalham sem parar. Uma serra elétrica corta as toras de madeira que são colocadas nos caminhões. Na prancha da serra elétrica chega a ponta do nariz do político que não para de crescer. Ele discursa protegido por um púlpito microfonado.

De Deva – Romênia, Horia Crisan com seu quadro “Eleições” foi agraciado com uma Menção Honrosa. O tema, um série que apresenta escadarias em que homens sobem em fila indiana, encabeçada por um homem que leva uma bandeirinha azul. Os que o seguem empurram o ponta da fila. Na segunda escadaria, da série, o homem da ponta vai-se se transformando. A roupa azul vai-se grenalizando, ainda porta a bandeira azul e seus companheiros que o seguem também. Na plataforma da terceira escadaria, o homem da ponta da fila está de frente aos outros. Porta uma bandeirinha vermelha tremulando. Sua roupa já vermelha, com o pé esquerdo empurra a fila de homens, em azul, escadaria abaixo.

“Mudando a Própria Sorte” vem de Coelho Neto, no Maranhão, e recebe assinatura de Raimundo Rucke Santos Souza. Um carro preto à rua. Da janela aberta, braços empunham para fora uma urna eletrônica e, do lado de fora, na calçada, o eleitor/pedinte se surpreende com a esmola que a pessoa anônima do carro oferece.

J. Bosco, de Belém do Pará, apresenta seu “Ano Eleitoral”. Em estúdio de tevê, um político sentado numa poltrona, com riso matreiro, asas de anjo, rabo de demônio e auréola sobre a careca. Ao fundo, lê-se VOTE. No contraponto, o cinegrafista com cara de eleitor insatisfeito cumpre o papel de imprensa, filma o quadro.

“Eleições”, de Eder Santos, vem de São Paulo – SP. No primeiro plano (superior) o eleitor na cabine de votação diz: “AGORA É SÓ APERTAR O VERDE E...”. Na fachada da urna se lê JUSTIÇA ELEITORAL Cabina de Votação. No segundo momento, o eleitor está despencando de alçapão, pelo fundo da urna. E, no último momento, uma lata de lixo recheada de eleitores que já passaram pela cabine eleitoral.

“Alice no País das Maravilhas Eleitorais” é tema de Richardson Santos de Freitas, Belo Horizonte – MG. No primeiro quadro Alice é plena felicidade entre jardins, borboletas e casas lindas. O segundo quadro, espantada, olha para o céu escuro onde se lê: “Termina aqui o horário gratuito reservado aos partidos políticos”. No último quadro, Alice lava o chão do banheiro com um escovão.

Osmar Bortoleto Ritter Júnior, de Curitiba – PR, expôs “Informação é a base da boa decisão”. Na cabine eleitoral o eleitor, com viseira de burro, aperta a tecla do número de algum político. Na fachada da urna se lê Justiça Eleitoral Cabine de votação. Alisson Ortiz Affonso (Rio Grande – RS) apresenta “Eleições”. Robson Crusoé, na ilha, a espera de socorro. Do céu um helicóptero lança uma urna presa por uma corda.

Rodrigo César Rodrigues Godinho, de Piedade – SP, recebeu uma Menção Honrosa com “Kim Jong-Un”. Um eleitor recostado num poste de ferro estilizado, de iluminação a gás com lâmpada tulipada.  De longe, cheio de dúvidas, estica o braço e com um graveto à mão intenta tocar a urna eletrônica em sua tecla de votação. O homem asiático, elegantemente vestido em preto fechado. No céu, ao fundo esquerdo, no alto da cabeça do curioso, tremula uma flâmula em vermelho e azul, com uma estrela também em vermelho dentro de um círculo branco.

34 peças expostas. Sete Menções Honrosas; o 1o. Lugar (Beska - Sérvia);  Prêmio Internet (Porto Alegre - RS) e um 2º. Lugar (Mogi Guaçu - SP) finalizaram o resultado dentre os trabalhos concorrentes e premiados ao 6º. Salão Medplan de Humor! 2014. 

Uma agenda necessária ao riso e reflexão político-cultural de Brasil e alhures. Ria se quiser, mas espie essa boa atração.
Serviço:
Exposição: 6º. Salão Medplan de Humor! 2014
Organizador: Jota A.
Na Casa da Cultura
Seg. a sexta – 8h às 12h/ 14h – 18h
Sábado – 9h às 13h
Classificação Livre

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Vestida para viver

e denunciar
por maneco nascimento

A Casa da Cultura de Teresina recebeu a Exposição: Assédio Sexual, dia 08 e fica até dia 31 de outubro de 2014, na Sala Anexa da Galeria "Lucilio Albuquerque". O Projeto da artista plástica mineira, mas radicada no Tocantins, Marina Boaventura, chegou a Teresina através do amazôniasdasartes.

(cortejo pelas ruas de centros urbanos em cidades visíveis e invisíveis/divulgação)

"A artista passou por situações de assédio moral no trabalho e foi submetida, dentre outras imposições, a trabalhar em uma sala insalubre. Por esta razão, foi afetada por uma intoxicação grave, lenta e silenciosa. Enquanto estava doente, começou a fazer um vestido onde ela desenhou, escreveu, pintou e bordou o que estava vivendo naquela época. Costurou por vários meses, dia a dia, lentamente, este vestido 'kitsch', mas totalmente fiel à repudiante situação que ela viveu."

A obra que veste a artista, enquanto (re)vestiu a experiência cosida na mora de maturar e curar-se da enfermidade imposta pelo assédio moral, é tema variável sobre o mesmo tema e denuncia o quanto estamos sujeitos à expiação de dores impositivas em tempo de desenhar a vida, retalhos de vivências, emendadas e marcas do destino.

Com o vestido construído e peça de Exposição,  reflete a alma da artista, com suas cores e alinhavos de viver. Antes de expor, explica a artista, ela visita espaços públicos, logradouros em cortejo de representação e apresentação da obra viva, em transeunte de aproximação da memória afetiva da criadora com a recepção do público curioso e passante da rua e sítios visitados.

Em Teresina, o Vestido e seu "cavalo" visitaram ilhas de canaranas sobre o rio Parnaíba, a Praça Rio Branco, o Shoping da Cidade e a praça de convivência desse Shoping popular. Nessa Praça descansou sobre as vestes e apreendeu o tempo de ver, observar, solidarizar-se e ou estranhar dos transeuntes e espectadores interativos à obra.

Na cidade verde, o cortejo da artista plástica Marina Boaventura recebeu o flagrante fotográfico de Maurício Pokemon. Também há, na Exposição, uma instalação vídeo experiência da artista em sua passagem pela cidade. Tanto as fotografias “stil” como o filme reproduzido, ininterruptamente, flagram a andejante pelas ruas e logradouros, vestida em sua obra de arte. “Andrajos”, em composição de segunda pele, confeccionada quando esteve proibida de trabalhar.

Deitar sobre o vestido, no pátio interno, segundo pavimento, área de trânsito do mercado popular dos camelôs (Shoping da Cidade). Também pisou sobre as canaranas, mata de capim grosso aquático que se estende sobre o leito do velho monge e apreciou a vista à Timon, cidade maranhense que divide as águas do Parnaíba.

Por entre as lojas do Shoping dos camelôs interagiu entre curiosidade e espanto dos comerciantes que recepcionaram a mulher e seu longo vestido de retalhos e emendas da vida ativada à moeda da denúncia e reflexão do mundo cão que se nos apresenta,  quando se diz não à regra da convenção.

Em cada cidade por onde a artista plástica pratica a sua visita, de Exposição, parceriza com artistas locais e circula locais populares do centro das cidades para visíveis e invisíveis. Desceu e subiu escadarias, cruzou viadutos, marcou praça no Troca Troca.

Para sua peça de vestir e expor, veste de calda longa colorida e bordados, com várias folhas de tecidos em seda e outros panos pintados pela artista, colorizados sobre a cor original com tintas não tóxicas. Os motivos bordados, flores; santos populares de devoção sincrética (de América e Ásia); temas de assédio moral e sexual; coerção, mitos e ritos pagãos e católicos, releitura aproximada da vida comum ao Grito de Munck, como registro de assédio moral.

Bordados de frases e orações: “Lágrimas de sangue”; um coração de Maria, sobreposto em busto cosselê de + informações, também guarda expressionismos da arte da artista que reproduz dor, fé, calma, sofrimento, renúncia, ascese e recuperação da alma contida pela força do poder autoritário.

Veste-se de experiência e demonstra sua estética e plástica para atrair a atenção reflexiva e marcar história de resistência e força de sobreviver, bem. E contar aos outros sua história de retornar à luz do eu no outro que é isto e aquilo e nunca isto ou aquilo do pensamento racional ocidental.

A Exposição: Assédio Moral, que ainda mantém-se em Teresina até dia 31 de outubro de 2014, na Casa da Cultura de Teresina, na Sala Anexa da Galeria “Lucílio Albuquerque” é de expiação pública superinteressante e justifica a visita.
(deitada em berço esplêndido: a própria obra/divulgação)

Leia essa emoção plástica, só até 31 de outubro.

Serviço:
Exposição: Assédio Moral
De Marina Boaventura
Na Casa da Cultura
Seg. a sexta – 8h às 12h/ 14h – 18h
Sábado – 9h às 13h

Classificação Livre