segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

n'O Baile dos Artistas!

Estavam todos lá...
por maneco nascimento

Uma Festa impressionante! Um público delirantemente extraordinário e uma noite que ficou para a histórias de novos Carnavais no Baile dos Artistas "Maria da Inglaterra", de volta ao Club dos Diários.

Em sua terceira edição, de volta à Casa, O Baile dos Artistas "Maria da Inglaterra" foi firmando terras e ganhando terreno de folia e, em 2018, no dia 02 de fevereiro [Dia de Festa no Mar e de Iemanjá], Ele confirmou que melhor não podia ter sido. 

+ de quinhentos foliões, meia tonelada de alimentos arrecadados [que vão para as Instituições Abrigo São José; Lar da Criança Maria João de Deus; Lar da Esperança; Abrigo São Lucas e, é claríssimo como água benta, à nossa querida e Patrona do Baile, Maria da Inglaterra].

Um Salão cheio de alegria, felicidade compartilhada e muita, mas muita energia foliã para quebrar a premissa de que "só não veio, quem já morreu". Vieram todos, então parece que o Baile dos Artistas reanimou até os que dormiam no ponto.

A novidade às primeiras entradas foliãs, às 17 horas, a primeira Edição do Bailinho - Baile Infantil, com Concurso de Fantasias Mirim. Criatividade e apoio dos pais foliões, os infantes não estavam prosa, estavam empertigados e cheios de fantasias ao mundo encantado da criança à folia.

Das grandes surpresas à finalização dos Melhores da noite de infantes e das Melhores Fantasias, deu-se o ponto de voto à Banda musical que animou o Bailinho.

E, para os + votado/as, ficou-se com o resultado de 1o. Lugar para a Fantasia "Chiquinha", de Maria Júlia da Silva Lima [Prêmio de R$ 500,00]; o 2o. Lugar ficou  à Fantasia "Bruxa Boa", na caracterização de Brenda Denise Mauriz Pacheco [R$ 300,00] e o 3o. Lugar agraciou "A Abelhinha" de Daiane Maria de Vasconcelos Oliveira [R$ 200,00].


No momento do Bailinho a animação musical ficou a cargo da Banda da Lene, com o carro-Voz de Lene Alves, que aqueceu de alegria e folia às vezes de infantes super super ativados ao seu momento de folia.

Na sequência, a Banda TL veio, viu-se na onda do Baile e venceu a recepção com sua música que marca os novos sons e os reinventados tons de gerações que vêm compor festas.

Quando a hora do Baile tradicional redeu-se as caras ao Salão, uma fúria de sons e Voz ganhou a Festa irrefutavelmente. Lene Silva chegou, chegou, chegou, afinal a hora dela chegou. Os ritmos, estilos, as canções de axé, suingues e variações a grandes festas deram o mote de folia na sala da Alegria. Das 20 horas em diante a palavra chave era diversão, alegria em corpus feliz, abrindo alas à temporada de Momos.

Ainda havia a tradição do Concurso de Fantasias Adulto e, "vamo que vamo" porque foi um assomo de inscrições concorrentes. 24 inscrito/as concorreram ao Prêmio de Melhor Fantasia do Baile dos Artistas "Maria da Inglaterra" - 2018. Uma corrida voraz ao troféu, em dinheiro, no valor de R$ 1.000,00 ao Primeiro Lugar e R$ 500,00, ao Segundo Lugar.

Aclamação popular do Salão foi a pedra de estoque para isentar dados viciados. Ovações e torcidas organizadas, à parte, a democracia do corpus popular da assistência e bloco folião bateu o martelo e as palmas que te quero deram o Prêmio de 1o. Lugar à atriz e diretora de Teatro, Silmara Silva, com sua instigante, provocadora e determinante composição de "IT - A Coisa"/"Pennywise" [Meu nome é Pennywise]. 

Com a inquietante Fantasia do Palhaço da morte e uma performance irretocável, a Artista recebeu o Prêmio de R$ 1.00,00 (hum mil reais) muito + que merecido, embora narizes torcidos tenham perdido a prova do jogo, caídos na cilada de pouco aprendizado no jogar.

E, já que não há como ter + que um Vencedor/a, quando este/a está a um salto, a +, à frente do outro/as candidato/as a Primeiro Lugar, Ela levou a Melhor por mérito, acuidade estética e ousadia baseada na técnica, pesquisa e retoque profissional da atriz que se lhe cabe, neste latifúndio de aldeias de narcisos.

Em ano começado na de reafirmação do discurso de empoderamento da Mulher, praticado no todo do ano passado, o Segundo Lugar também ficou a uma mulher e artista plástica. 

Na reativação do mito e lenda urbana piauiense ribeirinho, Eliane Ferreira Leão, com inscrição número 06, apresentou "Cabeça de Cuia: do Poty". E, + uma vez, aclamação da voz popular das palmas fechou a nota ao Prêmio de Segundo Lugar. Os R$ 500,00 (quinhentos reais) do 2o Lugar foram para Eliane Leão! 


Foliões "irascíveis", desejosos de + folia e alegria até a madrugada chegar reinventaram-se no Salão, quando a Banda Fervendo o Frevo - do Vando do Trombone arregimentou toda a galera a ferver folia e jogar fora as fantasias negativas e viver só felicidade plena de marchinhas de velhos Carnavais.

Foi um fenômeno coletivizado inundando o Salão e definindo que o Carnaval podia passar, mas só mais para as duas horas manhã, quando os relógios fechariam o ciclo folião do Baile dos Artistas "Maria da Inglaterra" - 2018.

Arlequins, Palhaços, Militares, Piratas, Colombinas, Pierrôs, Melindrosas, Marinheiros, Damas, Cavalheiros, Mocinhos e Don Juans pop contemporâneos, em diálogos com Negas Malucas, Princesas, Rainhas, Divas, Personagens dos HQs e Cinema e um universo de versões repaginadas daquelas Fantasias que estavam penduradas, esperando a hora certa de saltar para o Salão da Alegria.


Nada torna + comum, irmanado e feito à democracia de encontros felizes que o Carnaval em seus Bailes, Festas e imersão nas memórias e histórias momescas praticadas. O Baile dos Artistas não deu pra ninguém. E, aos que não puderam vir, há sempre uma chance de agendar-se para o próximo. 2019 que nos guarde e aguarde porque foliões não hão de faltar.

Faltou a eleição do Rei e Rainha dos Artistas 2018? Não. Não houve inscrições, nem de improviso, da hora. Então as eleições a sua Majestade ficam ao próximo Baile!

Não ter havido inscrições parece ser a maior prova de que os artistas da cidade, ou não creditam em si mesmos, ou não acreditam no Projeto do Baile do Artistas, já que perderam até o prazo da hora. Ninguém se inscreveu, embora o Salão superlotado de postulantes a artistas, ou na fantasia de artista.

Ficaram a dever a si mesmos e ao Baile dos Artistas 2018. Ficam em prazo estendido de Majestades o casal do ano passado [2017], Állex Cruz e Mayra Sousa, Rei e Rainha dos Artistas, respectivamente, em moto continum de Realezas para cumprir mandato tampão, pois a vida continua e o Baile dos Artistas "Maria da Inglaterra" é pra toda a vida foliã e o real do Carnaval é aprender a ser feliz.

Evoé, Baile dos Artistas "Maria da Inglaterra"!
Que venha 2019!

fotos/imagem: (reprodução/divulgação)

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Hoje é Dia de Baile!

Baile dos Artistas
por maneco nascimento

A partir das 17 horas, de hoje, dia 02 de fevereiro [Dia de Festa no Mar e de Iemanjá], será tempo também de folia, alegria e toda animação coroada de fantasias, concursos e desfiles de felicidade no Baile dos Artistas "Maria da Inglaterra", edição 2018.

De entrada, o Bailinho para animar as crianças, adolescentes que concorrerem ao Baile Infantil e ao Concurso de Melhor Fantasia Infantil.

A cantora Lene Silva e Banda faz a festa foliã aos baixinhos e baixinhas que agitarem o salão da folia. Das 17h às 20 horas a alegria é só dos infantes.

Já às 20 horas, começam as fanfarras, retretas, marchinhas, canções de outros e velhos carnavais ganham o Salão/Galeria de Arte "Nonato Oliveira", do Club dos Diários, para os foliões que deixam arlequins, pierrôs, colombinas, heróis e mocinhos, princesas, reis e rainhas saltarem dos armários em suas melhores fantasias foliãs.

Na hora do Baile Tradicional a música fica por conta da Banda TL, que abre os trabalhos desse segundo momento do Baile.

Depois é vez de aterissar o furacão musical Lene Silva e Banda pancada show. Lene preenche o salão com seu vozeirão e energia super star e abre caminho para a última atração do Baile dos Artistas, que fecha a festa dos foliões.

De Lene Silva a Banda Fervendo o Frevo, de Vando do Trombone, a festa segue madrugada adentro e amarra com o cordão de carnaval e alegria toda a gente que devota folia no salão.

Não dá pra perder essa emoção de viver as memórias dos Bailes tradicionais, em reinvenção das novas gerações que amam confetes, serpentinas, apitos, fantasias e um mundo de alegria agitando o salão da folia.

Só hoje, 02 de fevereiro, Dia de Baile dos Artistas 2018, no Club dos Diários!

Entrada: 1kg de alimento não perecível. 
Troque seu alimento pelo ingresso na Galeria do Club dos Diários.

Baile dos Artistas "Maria da Inglaterra" 2018.
Realização: Governo do Estado e Secult.

Siga a Alegria.
Vista-se de Felicidade!

fotos/imagem: (acervo dos artistas/divulgação)

Ela chegou...

n'A Hora... do Ângelus!
maneco nascimento

Projeto aprovado por Lei de Incentivo Fiscal do Governo do Estado/Secult, o Sistema de Incentivo Estadual à Cultura - Siec e Patrocínio do Armazém Paraíba, "A Hora do Ângelus [Um Ato de Paz Para Teresina] abriu, com chave de ouro, a empreitada de Leituras Públicas lançadas das janelas/sacadas do Theatro 4 de Setembro, para o horário das sempre 18 horas.


Na abertura, à Voz da primeira noite, 01 de fevereiro, uma emocionante e deliberadamente eficiente performance da atriz e diretora de teatro, Silmara Silva, para texto crônica-denúncia de Pedro Abrunhosa. 

E redundar, porque o Poeta diz que abunda, nas melhores necessidades: "Balada de Gisberta" - Pedro Abrunhosa, Voz de Silmara Silva. 

[fotos/imagem: Edson Jr.]

A Leitura, em dois pontos de eficaz apresentação para o tema da hora, um texto de crônica jornalista para situar o audiente da Praça Pedro II e, em segunda atuação, o Poema/Balada, de Abrunhosa, "Balada de Gisberta". 

Os minutos + intensos e definitivos de boa atuação e Leitura concentrada para tema determinante de reflexão, crítica social e denúncia de comportamento social, através de duas veias, as Falas do Poeta às Vozes de Gisberta [a personagem real, brasileira, que emigrou a Portugal e viveu e morreu para a sorte de liberdade que se lhe foi apresentada] e a Voz do Ângelus nas falas sociais de Silmara Silva.

Um homem, uma mulher, uma origem e uma orientação sexual detida pela infâmia do preconceito, discriminação, violência e excusa da justiça oficial, a cidadã Gisberta foi ceifada de suas oportunidades e sonhos de contínua liberdade, quando assassinada por jovens adolescentes, definidos pelo juiz de direito Português, como passíveis de "brincadeira de crianças". Esse, o mote de apresentação à Leitura Pública realizada pela primeira ação "A Hora do Ângelus [Um Ato de Paz Para Teresina] - edição 2018.

Com dignidade e talento irretocáveis a atriz de tamanha monta, de arriscar-se no abismo de conhecimento da própria técnica de atuar, Silmara Silva não fica a dever nada a quem quer que seja.
Convincente, detalhista, emotiva e econômica de drama em contenção, num mix de definir-se ao propósito de atuar e marcar a arte de amante do teatro, ela se nos atrai e aprisiona em sua forte e sinestésica trama de colher a recepção ao Ato que lança aos ouvintes da P2, os audientes da segunda temporada do Projeto.

Feliz em poder  testemunhar, em primeiras entradas, uma arte da artista e método que afiança confiança e, + orgulho em fazer parte da recepção que se detém em vê-la atuar. Parabéns, Silmara! Sua doce presença e atuação contente se nos torna íntimos de seu teatro e de sua quente arte de amadora do teatro que profissionaliza o fazer teatral na cidade e estado que nos é terra de curiosa experiência.

Numa "palavra", em articulação semântica, para morfologia de oração contextualizada para período de festas momescas: Nota 10!

[Serão lidos 17 textos durante todo mês de fevereiro.
A Hora do Ângelus acontece em três horas no dia: às 6:00h, 12h, 18h. O nosso Projeto acontece sempre as 18h. Tradicionalmente a Hora do Ângelus simboliza anunciação de boas novas.
Realização: Piauhy Estúdio das Artes
Patrocínio: Armazém Paraíba / SIEC - Sistema de Incentivo Estadual a Cultura
Apoio Cultural: Theatro 4 de Setembro / Loja Figurino Fantasia / SECULT
Direção de Imagens: Robinson Levy]
fonte: (Silmara Silva/Coletivo Piauhy Estúdio das Artes)

Está aberta a temporada d"A Hora do Ângelus - 2018 [01 a 28 de fevereiro]. Segue a Leitura. Mergulhe nas Falas que coletivizam as Vozes sociais, que conflituam nossas sociedades, através das Leituras Públicas d'A Hora do Ângelus -  segunda edição.

Viva o teatro brasileiro em expressivo Ato da cena Piauís!

fotos/imagem: (reprodução/divulgação)

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Dia 02 é dia de Festa...

dia de Baile
por maneco nascimento

"oh, abre alas..." que Ele já vem passar...

Ele está chegando... Baile dos Artistas “Maria da Inglaterra” 2018. Neste ano, cai em 02 de fevereiro, dia de Festa no Mar e de Iemanjá e, os devotos e devotas da Rainha do Mar e da folia de Momo farão desse o maior festejo de alegria.

O Salão Galeria de Arte “Nonato Oliveira”, do Club dos Diários, na Rua Álvaro Mendes - Centro, será palco de foliões, Concurso de Fantasias e Escolha do Rei e Rainha dos Artistas 2018. 

Em primeira edição, o Baile Mirim, que acontece das 17 hora às 20 horas, para alegria dos infantes. Na janela musical do carnaval às crianças e adolescentes teremos a presença quente de Lene Alves, com repertório aos jovens carnavais que alegrarão a criançada.

Para a hora foliã das crianças haverá ainda o Concurso de Melhor Fantasia Infantil, com as premiações de R$ 500,00 à Primeira Melhor Fantasia; R$ 300,00, para a Segunda Melhor Fantasia e R$ 200,00 à Terceira Melhor Fantasia.

Já o Baile Tradicional à trupe dos velhos carnavais, começa a partir das 20 horas e segue noite adentro para alegria de pierrôs, colombinas, arlequins e o universo da fantástica fábrica de foliões em êxtase da felicidade. 
O Baile dos grandalhões será animado pela Banda TL, de entrada. Em seguida, arranca alegria o furacão Lene Silva e ainda tem a energia das fanfarras de salão da Banda Fervendo O Frevo, do Vando do Trombone.
 
No Baile Tradicional é também o momento da Escolha da Melhor Fantasia Adulta e do Rei e Rainha dos Artistas para o reinado de 2018

A premiação que segue esse concurso agraciará os Melhores concorrentes com os Prêmios de 1º. Lugar R$ 1.000,00 à Primeira Melhor Fantasia e ao 2º. Lugar, o valor de R$ 500,00  para a segunda Melhor Fantasia.

Aos concorrentes a Rei e Rainha dos Artistas, os prêmios serão R$ 1.000,00 ao Rei dos Artistas vencedor e R$ 1.000,00 à Rainha dos Artistas, que realize o melhor desempenho na disputa.

Para concorrer ao Prêmio de Melhor Fantasia na Categoria Infantil e Adulta, os postulantes à Melhor Fantasia podem fazer a inscrição , na hora. 

Quanto ao Concurso Rei e Rainha dos Artistas 2018, as inscrições devem ser feitas com antecedência ao dia do Baile e serão realizadas na administração do Complexo Cultural Club dos Diários/Theatro 4 de Setembro, a partir de 30 de janeiro. 

A Comissão Julgadora dos Concursos será representada pelo público presente. E a votação será feita através de aplausos, que aclamarão as Melhores Fantasias e o Rei e Rainha dos Artistas 2018. Sobre as premiações do resultado, saem na hora, logo após finalizado o escrutínio de aclamação do público presente.

A entrada será 1kg de alimento não perecível. A Troca do Alimento pelo Ingresso começou dia 30 de janeiro de 2018, e segue aberta, desde às 9 horas da manhã, na Galeria de Arte “Nonato Oliveira”[Club dos Diários], até o dia do Baile. 

400 ingressos estarão disponíveis à troca pelo alimento.

Serviço:
Baile dos Artistas 2018
dia 02 de fevereiro
17 horas - Baile Mirim
20 horas - Baile Tradicional
troca do alimento pelo ingresso:
na Galeria do Club dos Diários
Informações: (086) 3222 7100/9.8817 2201

fotos/imagem: (divulgação)


segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

É Dança!

É Terça Dança!
por maneco nascimento

Nesta terça feira, 30, o Theatro 4 de Setembro, em mais uma edição do Terças da Casa para a versão Terça Dança, recebe o espetáculo "Caos" da Cia. Equilíbrio de Dança.

O Espetáculo “Caos” é uma criação em dança inspirada na cultura e nas informações divulgadas sobre a chamada “Terra Santa”, onde viviam árabes no Império Otomano, de passado da conhecida Palestina, hoje território de Israel. 


O trabalho de pesquisa que inspira [re]conhecer, entender, aprender e criar o espetáculo de dança, teve início de processo em janeiro de 2017, a partir de estudo de casos dos conflitos crescentes nesta região do mundo, com enfoque à Palestina, imergindo sobre sua história, ocupações, conflitos, geografia, clima, cultura, política,  dentre outros aspectos relevantes do local. 

A Companhia Equilíbrio de Dança traz para cena a interpretação deste lugar-tempo, não como forma de julgamento, mas para que se possa ver que somos seres da mesma espécie, com interpretações e reações não tão diferentes.

O espetáculo reúne, no elenco, três intérpretes-criadores que buscam através da arte-criação, abordar questões de natureza humanas, com respeito, direito e posicionamento estético político, na busca da abertura de canal de discussão e reflexões sociais, acerca de temas que, embora pareçam estar longe, na verdade estão bem perto de nós do que imaginamos. 

O espetáculo conta com um quarto olhar, externo, que projeta nos corpos dos bailarinos a visão da realidade da região, linkando assim, na dicotomia geográfica, questões relacionadas aos conflitos vividos na Palestina e os vividos no nosso país, Brasil.

O espetáculo "Caos" tem Direção Geral de Luís Vale e Assistência de Direção de Jhussyelle Reis. Na cena os Intérpretes criadores, Luís Vale, Michelle Soussí, Erika Rodrigues.

A montagem tem Figurinos de Aureni Oliveira. Na Assessoria de Comunicação, Dinha Melo e Fotos de Phellipe Queiroz. 

serviço:
espetáculo "Caos"
no Terças da Casa - Terça Dança
terça, 30,
às 19 horas
Theatro 4 de Setembro.
Ingressos: R$ 10,00 (meia)/R$ 20,00 (inteira)
informações: 3222 0416/9.9470 0224

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Resistirmos...

Dança é Resistência.
por maneco nascimento


O Poeta escreveu: "Existirmos, ao que será que se destina..." muitas portas se abrem à inquirição e tantas outra revelam mais novidades contextuais. Quando o assunto é Dança, há quem resista porque é da natureza da Dança resistir e definir as memórias do Corpo.

Em tempo de resistência, a Dança Piauis também guarda suas cartas na manga e joga cena em corpos falantes no espetáculo "Resistência", que  se apresenta nesta terça feira, 16 de janeiro, no Theatro 4 de setembro, às 19 horas.
(arte visual Avelar Amorim//\\Val Santos por @tuasfolhasdeoutono)

"Resistência" traz um trabalho de intérpretes-criadores e reverbera memórias, experiências e histórias de dois coreógrafos e bailarinos piauienses. Beth Báttali, de Teresina, e Valdemar Santos, de Amarante, ao sul do Piauí. 

Os artistas se reencontraram para dar visão a um laboratório que já vinham maturando e trocando ideias, desde que podiam, quebrando as distâncias que os separaram no último ano corrido. Ela continuou na cidade de Teresina criando e Val Santos partiu para Brasília, onde foi marcar o Planalto Central com suas vozes do corpo. 
fotos/imagem: (Luna)

Nessas férias de janeiro de  2018, o desafio dos criadores seria aliar Dança em reencontro. Reuniram suas memórias afetivas e experiências trocadas no tablado da criação e repertório adquiridos e pariram a quatro mãos, dois corpos falantes e um universo conspirado ao ato cênico de Dança, a montagem "Resistência".
fotos/imagem: (Luna)

Comemorar parceria na linguagem da Dança, já que começaram juntos a desvendar os mistérios do corpo, lá no bairro Dirceu Arcoverde, onde também foram responsáveis pela criação da Cia. Equilíbrio e, a posteriori, a Opeq, Organização Ponto de Equilíbrio, que durou bons anos frutificando dança. Nesse novo trabalho que os reúne, de novo, festejam a arte que os faz fortes, resistentes e celebram "uma parceria que muito deu certo, por tantos anos na dança", declara Val Santos.

No processo criativo discutem os laços fortes que os ligam, que os tornam sempre perto, mesmo que hajam distâncias geográficas os separando. 

Foram quatro ensaios, "sete, oito, para celebrar como resultado essa parceria resistente, constante sobre o que estamos escrevendo na partitura de nossa vidas e dança que vivemos. Os textos que falam a nossa dança revelam a satisfação de estarmos juntos", finaliza Santos.

O espetáculo que estreou na última sexta feira, 12, no Memorial "Esperança Garcia", faz também sua estreia no Projeto Terças da Casa - edição Terça Dança, nesta terça feira, 16 de janeiro, às 19 horas, no palco do Theatro 4 de Setembro.

Serviço:
Terças da Casa - Terça Dança
espetáculo "Resistência"
com Beth Báttali e Val Santos
16 de janeiro
19 horas
Theatro 4 de Setembro

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Nota 7!

no [dez]curso da Estrela!
por maneco nascimento

A noite de 20 de dezembro de 2017 abriu nova perspectiva para grandes espetáculos a céu aberto, com temática de Natal, no palco de naturezas culturais que é o Parque da Cidadania.

Naquela noite, num assomo de público que acorreu àquele local para seguir a Estrela de Natal, deu-se o espetáculo Musical realizado pela AndaLuz Iluminação, com patrocínio do Grupo Carvalho, através do Siec e Governo do Estado.

Numa parceria com o Instituto Trama Cultura, Projeto Música Para Todos[icsrita], FCMC/PMT, Governo do Estado/SeCult, Grupos de Teatro "Mulheres de Aço e de Flores" e "Espelho da Realidade"[reeducandos de Presídios - SeJus PI], Fundação Antares Rádio e Televisão, TV Club, site EntreCultura, Rádio e TV Assembleia, FM Cultura, Paulo Moura[irMãodeCriação] e as pessoas de Miro Freitas, Humberto Coelho, Mel Telles, Valdsom Braga, Cláudia Simone, Plínio Oliveira, Adelane Carvalho e Romero Saboia, deu-se o Milagre do Natal.

Depois de uma espera de um pouco mais de uma hora, o público pacienciosamente espectador pode, por fim, assistir ao espetáculo que para ali havia sido prometido com os proclamos de festas natalinas.

"Siga a Estrela - Natal da Cidade", com texto de Franklin Pires; direção geral e produção de João Vasconcelos; direção musical, regência e voz de Plínio Oliveira; assistência de direção de Valdsom Braga e figurinos e caracterização de Bid Lima fez-se luz.

Como prólogo ao espetáculo, as falas oficiais que reuniram o representante do Grupo Carvalho, o senhor Renato; o Secretário de Estado de Segurança Pública, Daniel Carvalho, e o Secretário de Estado de Cultura, Fábio Nuñez Novo.

Na ordem de prólogo, o show em aparte às menções de Natal, conspirado pelo Cantor da Paz, o paranaense Plínio Oliveira. Canções reflexivos temáticas culminaram seu momento de brilhar e corroborar como "prisão" de espera para ver a dramatização do nascimento do Menino Jesus.

Após um carismático show man gospel reinvenção, a cena dramática com companhia luxuosa do Coral Infanto Juvenil Música Para Todos e Orquestra Jovem Música Para Todos, teve efeitos de opera soap natalina e revalidou a própria tradição de reinventar teatro a cena aberta.

Os Coletivos músico-vocais que entremearam o enredo dramático, também foram luz e cor melódicas à performance hollywood biz de Plínio Oliveira. Phd 7 à terra anunciada em musicalidade e sons e vozes exaltação do Cantor da Paz e seus interlocutores vocais.

Da narrativa dramática, propriamente, um exato propósito de encenação de rapazes e moças, reeducandos/as dos Presídios Masculino "Irmão Guido" e Feminino de Teresina, respectivamente, Luz e Espírito de Natal indispensável na corrente de bem contar a história.

Cada um e uma do elenco inclusivo-dramático deu-se por inteiro e obteve recepção calorosa da plateia que aplaudiu em cena aberta.

Estava instalada a melhor memória de teatro em grande estilo a Autos de Natal e estava inteiro um elenco que dispensou o dublê da vaidade. Cenas impactantes e de encanto, a Aparição do Anjo Gabriel, do alto de uma grua, e a passagem de Maria sobre o burrico e José que a seguia.

Aliás, os animais artistas foram permissão licenciada à poesia dramática, com muito carisma e concentração na história. O cabrito, amigo do Pastor da Boa Nova, e o burrico marcaram 10 pontos e convergiram em êxito mágico, aliados aos atores e atrizes que recontaram a história do Natal.

Mais que o milagre da cena posta, o milagre dos peixes em forma de público que acorreu ao encontro com a Estrela brilhante do espetáculo apresentado. Ali, pais, mães e crianças de colo e independentes, jovens, adultos, idosos e um mundo de curiosidade expectativa interagiram quente com a encenação.

Os familiares de reeducandos que vieram conferir a obra de seus filhos e filhas, estes, feitos intérpretes do Natal trouxeram mais alegria ao corpo do elenco feliz. Havia reeducando que não via a família há mais de dois anos e a Estrela do Natal obrou o Milagre de reaproximá-los. Esse, o maior Milagre da noite, dentro do turbilhão de emoções contidas no "Siga a Estrela - Natal da Cidade".

As pérolas, a mis-èn-scene do Corpo do Coral Infanto Juvenil que ilustrava a musicalização com a alegria de ser criança e ser artista representativo; a passagem poderosa da cantora lírica Adelane Carvalho ao interpretar "Ave Maria", de Gounod, foi tempo ímpar. O Anjo, Maria, o Pastor, Herodes, os Reis Magos, José, enfim todo o elenco de reeducandos/as fez-se arte em plena convicção de amar a cena.


A cantora Cláudia Simone que interpretou "Romaria", de Renato Teixeira, durante a marca do Presépio, também cumpriu muito bem seu ofício de bem cantar.

Ela e o regente Plínio Oliveira, num deslize de desefeito estético, quebraram o protocolo e, em meio à cena da confraternização do nascimento do Menino Jesus, trocaram elogios e a cantora aproveitou para elogiar seu patrão, Luís Sá e o Secretário de Cultura, Fábio Novo.

No desvio da ação dramática, cometeram uma falha trágica na cena, diria-se numa metáfora de ato fora do Ato e da cena ensaiada. Essa desAção cênica quase deslinda toda uma magia que se vinha construindo entre artistas e plateia, durante toda a narrativa até ali.

Depois desse desvio da conduta cênica, foi recuperado o espetáculo de Natal e o "Siga a Estrela - Natal da Cidade" concluiu a conspiração do universo voltada ao Ato dramático ali encenado.

Parabenizar as Instituições, artistas, reeducandos, músicos, cantores, coralistas, equipe técnica e toda a empreitada de parceiros que facilitaram um nobre feito à cena teatral piauiense que se nos foi apresentada e desfiou ritos e rituais e passagem de interação estética,  entre arte e público que, fascinado e envolvido, ficou até o fim, mesmo com a sutil ameaça de chuva, que não chegou, graças ao Espírito de Natal ali consignado.

Evoé, Artista da cena ampliada!
Asé, Estrela de Natal que guiou plateia curiosa e atenta até o campo dramático de "Siga a Estrela - Natal da Cidade"

fotos/imagem: (Fábio Novo)