terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Trama Canção

Canta Você

É nesta Quarta é Show, 06 de janeiro, que a música pega ar de brisa que a juventude canta e revigora a Canção Brasileira de Todas as Estações que toca você.

Música e Canção bossa nossa a todo vapor, a partir das 19 horas, na Galeria de Arte "Nonato Oliveira"[club dos diários], no Show "Trama Canção Canta Você".

Nas vozes e arte exaltação, a Banda Validuaté, Cláudia Simone, Flávio Moura, Gomes Brasil, Machado Jr. e Os Radiofônicos, estrelas que ocupam a festa e fazem mix felicidade musical, cantando emoções e as Canções que fizeram pra nós.

Quem nunca curtiu as baladas pop românticas atualizadas da Validuaté, os pop rock calientes em Cláudia Simone, os swings souls e reggae por Gomes Brasil?

E, ainda o charme e afinado em Canções de tradição e articuladas em sons e voz de efeitos crooner pop de Flávio Moura, ou ainda, a juventude que essa brisa enCanta nesse Broto que assina Os Radiofônicos? 
Pois, só nesta quarta feira, 6 de dezembro, a Canção piauís  faz-se geração da felicidade e música show aos ouvidos de Teresina cumpre pauta MPBossa nossa.

A partir das 19 horas, a noite promete não deixar ninguém fora do tom aos sons e fúria da música que a geleia gerou na geração pop que demarca a cidade.

Os ingressos custam R$ 10,00, a meia entrada, e R$ 20,00, a inteira. O acesso a ingressos será disponibilizado, no local e na hora que antecedem o Show.



Então, é partir para a noite e viver só felicidade das Canções.





Serviço:
Show Trama Canção Canta Você
dia 06 de dezembro (quarta feira)
na Galeria de Arte "Nonato Oliveira"
às 19 horas
ingressos: R$ 10,00 (meia)/ R$ 20,00 (inteira)
informações: 9.8817 2201
Classificação Livre.

fotos/imagem: (acervo dos artistas)

sábado, 25 de novembro de 2017

Dias Melhores verão

Troféu Melhores do Ano
por maneco nascimento

Mais uma Edição dos Melhores do Teatro Piauiense - Ano Marcelo Evelin, numa realização da A&C Assessoria e Promoções Culturais e da Grande Otelo Companhia de Teatro, deu-se ar de graça e reunião de artistas concorrentes, convidados, público afim e plateia média à noite de pompas e circunstâncias.

No palco do Theatro 4 de Setembro, com um téte-a-téte das charmosas cerimonialistas Alexandra Teodoro e Nayara Fabrícia, começaram os trabalhos de apresenta, chama às falas, intervenciona cenas de Dança, apresenta o Homenageado, lista e finaliza concorrentes, abre envelopes e lança os nomes de Vencedores à plateia leoa a rugidos e oralizações pertinentes de eventos a lauredos/as a prêmios.

Duas gratas surpresas iniciaram bem os trabalhos da noite, as intervenções de performances-Dança do Núcleo Piauiense de Danças Urbanas, coordenado por Márcio Felipe, e as falas e filme-currículo do Homenageado apresentados, material produzido pela próprio Coletivo de Nova Dança capitaneado por Marcelo Evelin.

Ficou maior, ao oportuno, e deu orgulho de ver, um recorte em edição profissa dos trabalhos realizados por Marcelo Evelin e sua empresa de Dança + as falas do artista, ator, coreógrafo, diretor-criador em Nova Dança da cidade ao mundo.

Falas enviadas do Japão, local onde se encontrava, discorreu da felicidade em receber homenagem na terra natal, que não nega ser sempre sua casa de nascimento e de identidades, local onde também trabalha quando não está em roteiros e palcos mundo afora. A noite começou a ganhar mais densidade artística com o recado, em agradecimento pela homenagem recebida. Quem não goste, que gostasse, Evelin é top e classudo até na ausência, física.

Depois era hora de abrir envelopes para premiar em um ano de produções medianas e uma tarefa difícil, quando o assunto seria garimpar pérolas em mar de conchas encolhidas. Mas o show não pode parar e a vida continua por Sófocles, Eurípedes e todo um salto dinâmico de mais respostas, ou de ritos de permanência, ou insistência em manter a práxis acesa.

Às concorrências e às laureadas, em garimpo de mais cascalhos, alçou-se ao Troféu de Melhores do Teatro Piauiense 2017 - Ano Marcelo Evelin, os Que  disputaram a coroa de louro e levaram a Melhor, finalizando o mis-èn-scene de erguer punho fechado em Troféu, na[de]mostração da Estatueta à Ágora.

Na Categoria Melhor Ator, concorreram Jesus Viana [O Pranto de Maria Parda] e Franklin Pires [as Malditas], de Teresina, e Rodrigo Serra [Change Meeting], de Parnaíba. Neste ano, o Melhor Ator foi Franklin Pires. Ressalve-se que duas Categorias também foram contempladas com Prêmio em dinheiro [R$ 1.000,00], a de Melhor Ator foi uma.

Para Melhor Atriz, Virgínia Sales [Passarinhos de Gaiola]. Edithe Rosa [A Gaiola Vermelha], de Teresina, e Ana Carvalho [O Chip Nosso de Cada Dia], de Timon Maranhão. Edithe Rosa levou o Troféu de Melhor Atriz 2017 + R$ 1.000,00.

Na Categoria Revelação de Ator, Ewerton Silva [Início Ao Fim] e Carlos Anchieta [As Malditas], de Teresina, mais Hasley Andrade [O Chip Nosso de Cada Dia], de Timon Maranhão foram à disputa e a Melhor Revelação de Ator do Ano garantiu a Ewerton Silva o Troféu.

À Atriz revelação disputaram a estatueta, as novas atrizes, Janá Silva [Elegbara], Aretha Sammia [Passarinhos de Gaiola], de Teresina, e Ana Carvalho [ O Chip Nosso de Cada Dia], de Timon Maranhão. A Melhor Atriz revelação de 2017 foi Aretha Sammia.

Concorreram a Melhor Diretor, a este palco que nos coube neste latifúndio, os encenadores Siro Siris [Passarinhos de Gaiola], de Teresina; Rosivaldo Olivetto [Fiéis], de Floriano, e Wagner José [Bullyng], de Parnaíba. O Melhor Diretor para o ano de 2017 foi Siro Siris.

A premiação à literatura dramática, Autor Piauiense ou Residente, reuniu os autores Wagner José [Bullyng], de Parnaíba; Carlos B. Filho [Um Brasileiro no Céu], Timon Maranhão, e César Crispim [Fiéis], de Floriano. O Melhor Autor definido à concorrência foi César Crispim, de Fiéis. 

Na Categoria Melhor Figurinista concorreram os criadores, Siro Siris [Passarinhos de Gaiola]; Bid Lima [As Malditas], de Teresina, e Everk Amorim/Rosivaldo Olivetto [Fiéis], Floriano. Bid Lima, d'As Malditas, conquistou o Troféu de Melhor Figurinista de 2017.

A Categoria Melhor Cenógrafo apresentou os nomes de Siro Siris [Passarinhos de Gaiola] e Emanuel de Andrade [Elegbara], de Teresina, e Roger Ribeiro [O Chip Nosso de Cada Dia], de Timon Maranhão. Siro Siris foi o Melhor Cenógrafo do ano 2017.

Sonoplastas concorrentes, Jafah Barboza [Fiéis], de Floriano; Avelange Amorim/Arnaldo Oliveira [A Gaiola Vermelha], de Teresina, e José Dantas [Ardor Amor], de Teresina. Pela sonoplastia de A Gaiola Vermelha, o Troféu de Melhor Sonoplasta foi para Avelange Amorim e Arnaldo Oliveira.

A Melhor Iluminador disputaram seus mapas de Luz, os artistas Pablo Erickson [As Malditas], de Teresina; Eduardo Silva [Change Meeting], de Parnaíba,  e Alisson Rocha [Fiéis], de Floriano. A Princesinha do Sul e seu sonoplasta Alisson Rocha ficaram com a Estatueta de Melhor  Iluminação 2017.

Ao Melhor Espetáculo, que teve os concorrentes, Elegbara [CotJoc, de Teresina]; As Malditas [Carlos Anchieta Produções, de Teresina] e Fiéis [Cangaço de Teatro, de Floriano], o martelo bateu para o espetáculo As Malditas, dirigido por Arimatan Martins.

Concorreram a Produtor Destaque, Carlos Anchieta, Regina Veloso e Vitorino Rodrigues. Carlos Anchieta recebeu o Troféu de Produtor Destaque do Ano.

Na Categoria Empresa Incentivadora, O Boticário, Armazém Paraíba e Ferreira Supermercado estiveram no páreo do Troféu. O laureado a Troféu Empresa Incentivadora foi o Ferreira Supermercado.

A última premiação da noite contemplou a Categoria Grupo de Destaque. CO Coletivo Cabaça levou a Estatueta de Grupo de Destaque 2017.
oncorreram os Grupos Piauhy Estúdio das Artes e CotJoc, de Teresina, e o Coletivo Cabaça, de Parnaíba.

Assim fez-se Prêmio o Teatro Piauiense na noite de 24 de novembro de 2017, quando um ano de pequena mota de produtos à cena deu-nos o resultado apresentado em evento do que se foi possível ter como produção à escolha aos Melhores do Teatro Piauiense.

Evoé, Cena que segue!

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

05 de novembro!

Domingo é da Cultura!

O Dia Nacional da Cultura - Dia da Cultura Brasileira [Dia de Ruy Barbosa] é comemorado neste domingo, dia 05 de novembro. 

No Dia das Culturas Brasis, como diria um colega de cena, no Complexo Cultural Club dos Diários/Theatro 4 de Setembro, o tempo volta-se às comemorações ao Dia da Cultura. A Cultura Piauís se instala na Casa em seu Complexo Cultural.

As ações começam pelo Café Literário "Genu Moraes" [anexo Theatro 4 de Setembro] - às 19 horas. Ali será aberta uma Exposição de estreante, "A Exposição da Rosa". 

A artista desenvolve carreira de atriz, técnica camareira, artesã das linhas e bordados, costureira cênica, atleta e mãe. Como artista visual, das tintas e pincéis é que vai demonstrar, em vernissage sua primeira vez. 

Rosângela Borges, é de Campo Maior [16 de março de 1965] e mora em Teresina. A camareira Rosa, como é conhecida no palco, ou nos bastidores, do Theatro 4 de Setembro, é o fiel da balança em tudo que faz e obra trabalho, no exercício da profissão. 

Transita e recepciona artistas nos camarins da Casa[Complexo Cultural Club dos Diários/Theatro 4 de Setembro ] e, nas horas livres, pode voltar-se à arte visual de ilustrar imagens na tela, a partir  de apreensões do mundo em seu redor

Na Galeria de Arte "Nonato Oliveira" [Club dos Diários] a partir das 19h30, será lançada a Exposição "Aci Campelo - 40 Anos em Cena". Um revival de memórias da hemeroteca que o dramaturgo reuniu ao longo da carreira,  envolvida no Teatro. 

Aci Campelo, com mais de dez peças escritas, é um dos fundadores do Grupo Raizes de Teatro, em fins dos anos de 1970, e dividiu essa cena com Lorena Campelo, Williams Martins[Lili Martins], entre outros. 

Na Exposição, material de memória e história na práxis vivenciada do movimento de Teatro Amador do Piauí. 

Autor de textos a dramas e comédias (Arribação, O Auto do Corisco, A Menina e o Boizinho, Miridã, Club do Pipi, etc), também historiografa as atualizações de memórias da construção do Teatro do Piauí, como criador e observador do movimento dramático local.

Na Exposição "Aci Campelo - 40 Anos em Cena" reverbera acervo preservado de cartazes, folders, programas, fotografias e mais materiais que caracterizam assunto da Exposição.

Já no Theatro 4 de Setembro, às 20 horas, o cantor e compositor Yuri Raphael reúne os amigos André de Sousa, Edilson de Sousa, Enaldo Jr., Gustavo Baião, Matheus Queiroz  e, manda ver no Lançamento de Músicas do novo CD. 

A cidade está convidada a comemorar o Dia da Cultura Brasileira [Dia de Ruy Barbosa] com música bossa nossa e a Entrada é Franca! 

No show, o pop rock de influências da MPB tradição e um trabalho autoral de Yuri Raphael que manda pra galera. Integrante da Banda Aclive, a carreira solo vem em complemento do trabalho coletivo que desenvolve na interação com a Aclive. O estilo, a voz que canta as Canções feitas a nosotros é o que poderá ser conferido na noite do dia 05 de novembro, no 4 de Setembro.

Agora é certa! Dia da Cultura Brasileira - Dia de Ruy Barbosa [05 de novembro],no Complexo Cultural Club dos Diários/Thearo 4 de Setembro só vai dar Cultura.


Serviço:Dia da Cultura Brasileira
[05 de novembro]
- domingo -
19 horas
*no Café Literário "Genu Moraes"
- A Exposição da Rosa -

*na Galeria de Arte "Nonato Oliveira" [Club dos Diários]
Exposição "Aci Campelo - 40 Anos em Cena" -
[memória hemeroteca do Teatro Piauiense]

às 20 horas
*no Theatro 4 de Setembro
Show de Lançamento de Músicas do Novo CD Yuri Raphael
Classificação Livre.

sábado, 28 de outubro de 2017

"O Mal amável"

"O mito de Pandora"
por maneco nascimento

As semelhanças, entre mito primordial e a realidade, esta que se nos possa apresentar, ao erguerem-se em coincidências, seriam para estudos, teorias, ciência em transversal de comportamento humano, arqueologia cultural, ou fruto de natureza humana ilustrada pela força do mito, do mito do eterno retorno (M. Eliade), arquétipos e inconsciente coletivo (Yung), ou apenas fruto de iniciação de mente criativa à justificativa da humanidade que vê além do lago de Narciso? Fico com a ciência em qualquer de suas acepção de recorte do reflexivo.

(reprodução web)

'Para perder o homem, Zeus ordenou a sue filho Hefesto que modelasse uma mulher ideal, fascinante, semelhante às deusas imortais (...) Por fim o mensageiro dos deuses concedeu-lhe o dom da palavra e chamou-a Pandora, porque são todos os habitantes do Olimpo que, com este presente, 'presenteiam' os homens com a desgraça! Satisfeito com a cilada que armara contra os mortais, o pai dos deuses enviou Hermes com o 'presente' a Epimeteu. este se esquecera da recomendação de Prometeu d jamais receber um presente de Zeus, se desejasse livrar os homens de uma catástrofe (... ) A raça humana vivia tranquila, ao abrigo do mal, da fadiga e das doenças, mas quando Pandora, por curiosidade feminina, abriu a jarra de larga tampa, que trouxera do Olimpo, como presente das núpcias a Epimeteu, dela evolaram todas as calamidades e desgraças que até hoje atormentam os homens. Só a esperança permaneceu presa junto às bordas da jarra, porque Pandora recolocara rapidamente a tampa, por desígnio de Zeus, detentor da égide, que amontoa as nuvens. É assim, que, silenciosamente,  porque Zeus lhes negou o dom da palavra, as calamidades, dia e noite, visitam os mortais... Foi, pois, com Pandora que se inciou a degradação da humanidade (...)" (Hesíodo: Trabalhos e Dias/ mito das Cinco Idades IN Brandão, Junito de Sousa. Mitologia grega, vol. I. 21 ed. - Petrópolis, RJ: Vozes, 2009.  440 p[ recorte das páginas 176 e 177])

Até aqui, desde século VIII a.C., Hesíodo posterizou-se à nossa contemporaneidade. Seu pai, natural de Cime, na Eólia, emigrou da Ásia Menor para a Beócia. Ali nasceu Hesíodo, na povoação de Ascra, junto ao monte Hélicon, consagrado a Apolo e às Musas. Aquele, o Poeta que iria reinventar/organizar a história dos deuses Olímpicos.

Dele a cultura ocidental herda, à posteridade, nosso contemporâneo, a Teogonia, poema de cunho didático, a estabelecimento da genealogia dos Imortais, deuses da mitologia grega e intercursos e um cunho que abriu horizontes à aproximação histórica, ciência do comportamento e as variantes de estudo e pesquisa sobre mentes e humanidade entre a epifania, cosmogonia e origem do mundo e mundo real aplicado a exemplos de dados colhidos de Poetas que posterizaram suas experiências de história e memórias orais reinventadas.

Na obra Trabalhos e Dias "(...) Mas Hesíodo não deseja que a justiça seja praticada apenas por Perses, mas também e sobretudo por aqueles que têm a função de aplicá-la. Estes, infelizmente, se deixam, não raro, subornar, a ponto de provocar a presença de Horco, o juramento, e de se ouvirem os clamores e os soluços da própria justiça:
De imediato o juramento se apresenta em perseguição
às sentenças torcidas, elevam-se os clamores da Justiça
sobre o caminho por onde a arrastam os reis comedores
de presentes, que fazem justiça à força de sentenças torcidas.
Ela os segue chorando sobre a cidade e às habitações dos homens, que a expulsaram e aplicaram sem critério. (Trab., 219-224) (...)" (Idem. pag. 190)
E mais declara o Poeta em Trabalhos e Dias:
"(...) Meditai sobre isto, reis comedores de presentes ,
sede justos em vossos julgamentos e renunciai
para sempre às sentenças torcidas. (Trab., 263-264)" (Idem. pag. 191)
E, por fim, também reitera:
"(...) É preciso que o povo pague pela loucura desses reis
que, com tristes desígnios, falsificam seus decretos
com fórmulas torcidas. (Trab., 260- 262)" (Idem. pag. 191)
Das lições de caráter poético-mítico aos dias de realidade brasis, que se nos apresentam a esse momento de gole, estratégias de permanência, "podres poderes" executados e preservados a qualquer custa e os desvios dos "reizinhos e deuses" com pés de barro do pântano da corrupção brasileira, estaríamos vivenciando uma ficção do mito do eterno retorno, ou em alguns teriam sido reanimados os arquétipos de reis que recebem uma lição de expiação da justiça ao coletivo em Hesíodo, sec. VIII a.C?

Bom, para lição de leitura e crítica, ficam as intertextualidades ao exercício de semântica crítico reflexiva acerca, especialmente, de nosso momento político brasileiro em que os poderes constituídos parecem alcateias e seus conjugados machos alpha mijando sobre a constituição e o povo brasileiro, este que, em algumas manifestações ainda transformam pulhas em mito[mito de amor voltado "a mal amável", clamam por ditadura e acreditam que toda a mídia "requentada" para lembrar Jards Macalé, está com a razão que vai conduzir ovelhinhas cordeiras em sacrifício aos deuses pagãos, violentos, corruptos e fulminadores de quem nada pode sobre o poder da barganha de justiça, poder, dez(ordem) e mando político aplicado.

Se há Pandora, ou algo, algum, alguéns arquetípicos de entornar a jarra de boca larga, há mal bem realizado ao que podemos abrir um comparativo a leituras livres, abertas e fora do juízo horizontalizado  das vênus platinadas que pautam a sociedade que consome a notícia pronta.

Se não há Pandora, bom. Há um mal que se assemelha à proteção de uns, em detrimento do coletivo. E isso é realidade, não é mito. Fora do maniqueísmo de margem estreita, há um obscuro orquestrado e, de caso pensado, definindo rumos nada naturais, do ponto de vista cartesiano, que forja um equilíbrio em avançada dinâmica de desequilíbrio a bens coletivos, e isto não é ficção, é fato, "só não vê, quem não tem nada a ver.", diria Zé Dantas, ator e sonoplasta da cidade.

Eu não tenho como devotar qualquer sentimento de fé e amor para "a Mal amável". Seja Pandora, ou Temer e os seus, não abro qualquer devoção que não seja de caráter cientifico de observação e crítica reflexiva.

E para todos os mesmos efeitos de posição: Fora Temer! Com ecos daqui ao tártaro mais profundo, submundo de Hades.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

"O Todo em 50"

- João Cláudio Moreno Conta e Canta Caetano -
por maneco nascimento

Ninguém segue João Cláudio Moreno impunemente. E, nem sai de suas atuações, sejam humor, música show e outras ousadias artísticas, insatisfeito. Ele, o ator, cantor, performer humor man, jornalista, intelectual que não perde a informação, memorialista e guardião de origens, tradição e rupturas à feita de picardias inteligentes, sabe do sabor traçado de bem entreter.


Pois é dessa cepa de humor e talento aplicáveis a muito bons resultados que deu-se o Show "João Cláudio Moreno Conta e Canta Caetano", na marca de agenda em temporada de final de semana [23 e 24 de setembro], sábado 20h, e domingo, 19 horas, últimos, no Theatro 4 de Setembro.

Fez a cidade rir-se, divertir-se e melhorar a pele e guardar uma boa memória de quem ousa, mas com toda classe de "know-how" e expressão t r a b a l h a d o s!

Quem marcou presença na plateia do cinquentão João Cláudio, sabe do que se está falando. Como define João Vasconcelos, é "o Todo em 50".

Espetáculo de 50 minutos recheado de bom humor, informações, histórias e  memórias, transversal do tempo entre a arte do ator/intérprete/criador de tipos e a arte do artista homenageado[Caetano Veloso] que, por vezes, a liberdade criativa intercursiona e "confunde" quem é quem no momento da boa piada e/ou na quebra do protocolo, entre a arte do artista e seu tipo de ser e fazer as vezes da grande arte no simples.

"Espetáculo  maravilhoso!", aponta Vasconcelos sobre o enredo do show. Um passeio pelas letras e composições de Caetano, inclusive "clareando algumas letras e suas histórias de construção das canções", diz o diretor do Theatro 4 de Setembro.

A música "Leãozinho" esteve entre as pautas de histórias das composições do baiano, bem como um "affair" que envolvesse Caetano e Cazuza no universo de compositores e composição que vira canção.

Também abriu, o artista e seu show, homenagem a Luiz Melodia. Alegou que não tinha voz para cantar o compositor carioca, seu grande ídolo. Declarou João Cláudio que Melodia seria o artista mais completo e uma das vozes mais lindas para ele. Para homenagear o grande compositor Melodia, João Cláudio resolveu cantá-lo, na voz de Caetano. Um duplo de atuação, Luiz através de Caetano, por João.

Das histórias que perpassam o Show e canções que contam e cantam Caetano, há a que enreda as viagens que João fez à África, onde observou que as pessoas falam cantando. As narrativas de falas cantadas africanas ganham um sabor super risível nas versões de picardiass eficientes joãoclaudianas.

Dois bons momentos que "fogem", algum pouco, do roteiro de Contar e Cantar Caetano, Luiz Melodia e as viagens à África.

E, por fim, as histórias mais reais, ainda, de quem perde o amigo, mas nunca abre mão da piada. As tiradas de letras inadequadas, contadas por João, com um pedido de desculpas antes, às travessias de Iara[mulher do Dantas] no meio artístico.

Tudo dito de forma tão risível, que é de gerar um só riso na paisagem da janela do intrincado mundo de pequenas (in)delicadezas e inconfidências de detalhes sólidos que se desfazem no ar do riso coletivizado.

"João Cláudio Conta e Canta Caetano", na esteira do deus Ex-machine do riso inconfundível, seria entre suas pérolas do show biz, uma de suas melhores atuações.

Marca em cena dramática, na semântica do bom viver, sem afrancesamento, um João[Caetano] deitado na rede esplêndida a esticar a dialética da "Ladeira da Preguiça", sem precisar trazer - cantado - um outro baiano de mesma geração de Caetano e também doce e bárbaro da MPB.

Um impagável João Cláudio Moreno e um show a perder de vista de tão bom resultado ao reunir, ainda, uma geração de novos piauienses e excelentes músicos (Bruno Morenoh, Júlio César Ô Preto, Lívio Nascimento, Luciano Santos [direção musical] e
Paulo Dantas) que acompanham o ator/humorista/cantor e desvelam música, na mesma sintonia de atuação, sinergia melódica de arte e artistas revelados.

Parabéns a João Cláudio e sua trupe que, para ficar em Doces Bárbaros, numa paráfrase de sucesso de Gal Costa, década de 80, engrupem um som ao humor de mais requintado efeito à recepção e interação estética às memórias musicais da Canção Brasileira, em intertextuais na arte do riso e da contação das histórias da vida de artistas.

É Show para vender o Peixe, desses que passem bem longe do "peixe" da ditadura brasileira, pois é de toda liberdade.

Evoé, Arte bossa nossa!

fotos/imagem: (divulgação//\\socorro nascimento)

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

#Theatro4deSetembro123!

#aniversárioTheatro!
por maneco nascimento

Começaram as ações de aniversário do Theatro 4 de Setembro, desde dia 29 de setembro, em antecipação aos festejos da Casa de espetáculos que segue aos seus bem vividos 123 anos.

As Oficinas Cênicas deram seu ar da graça. Iniciadas com Jussara Belchior (29, 30 e 31 agosto/Oficina Dança Contemporânea). Valdemar Santos, com a Oficina "Corpo em Pontos de Vista - Dança Afro", dia 30 e 31 de agosto e, segue até 01 de setembro. E dias 03 e 04 de setembro, na muvuca dos festejos #aniversárioTheatro4deSetembro123anos, será a vez de Alexandre Vargas [Oficina/Curso “Elaboração, Planejamento e Gestão de Projetos” ]

As Oficinas ofertadas com [inscrições gratuitas] dão impulso aos festejos de aniversário do Theatro 4 de Setembro 123 Anos. Praticam Diálogos Indispensáveis e Encontros Necessários da comunidade artística com  seu fazer cultural em dialogismo com a Práxis Cênica.

Na sequência das Oficinas chega uma revoada de espetáculos à toda plateia. Dança, Teatro, Música, Show biz Trans, Musicais, Circo, Formas animadas, Teatro de Rua e Circo [de 31 a 04 de setembro], nos diversos espaços do Complexo Cultural.

As Oficinas Cênicas, semana adentro,  29, 30 e 31 agosto, na Sala “Procópio Ferreira” (Theatro 4 de Setembro), das 9h às 12 horas, “Dança Contemporânea”, ministrada pela bailarina,coreógrafa e intérprete criadora, Jussara Belchior, da Cena 11 Cia de Dança, de Florianópolis SC. A prática para 20 postulantes à prática.
30 e 31 de agosto e 01 de setembro, o coreógrafo, bailarino e intérprete criador, Valdemar Santos, que amplia seu diálogo de Corpo falante, na Sala "Procópio Ferreira", das 14h às 17 horas, para 30 pessoas. A Oficina “Corpo em Pontos de Vista – Dança Afro”. Valdemar Santos é natural de Amarante, no interior sul do Piauí e reside atualmente em Brasília DF.
A terceira prática, dos dias 03 e 04 de setembro, no Teatro “Torquato Neto” [Club dos Diários], é a Oficina/Curso “Elaboração, Planejamento e Gestão de Projetos”  facilitada pelo ator, diretor de teatro e articulador cultural em produção executiva de Festivais, Alexandre Vargas, de Porto Alegre RS. A Coordenação dessa terceira Oficina é do Coletivo Piauhy Estúdio das Artes. 
O encontro será das 9h30 às 13h, com um Intervalo 15 minutos, às 11h, para um cafezinho, e retorno à finalização do dia de construção dos serviços. O encontro deve repercutir novas estratégias de ação e melhor empreendedorismo na elaboração de Projetos culturais. A Oficina/Curso “Elaboração, Planejamento e Gestão de Projetos” esgotou inscrições em 120 participantes.

O primeiro espetáculo que instala os festejos de aniversário do Theatro é "Peso Bruto", solo criado e interpretado por Jussara Belchior (Florinópolis SC). A artista fará duas apresentações na Galeria de Arte "Nonato Oliveira" do Club dos Diários, dias 31 de agosto e 01 de setembro. 
Dia 31 de agosto a apresentação de "Peso Bruto" será às 19 horas e, no dia 01 de setembro ,o espetáculo será visto às 20h30. O acesso às apresentações será 1kg de alimento, mas o público que não trouxer o alimento não ficará de fora. 
Toda a programação de aniversário realizada será para receber seu público, logo a participação da plateia será honra da Casa, pois Convidada indispensável. Os alimentos arrecadados na troca por ingressos serão definidos a 04 (quatro) instituições beneficentes da cidade de Teresina.

O espetáculo Peso Bruto é o trabalho solo da bailarina gorda Jussara Belchior que parte do estranhamento causado pelo corpo gordo na dança. É uma dança de resistência que questiona os padrões de beleza e comportamento na tensão entre formato e embalagem, aparência e conteúdo. 

Uma dança que explora a materialidade do próprio corpo como caminho de empoderamento, que questiona as noções da gorda como subjetividade que opera um corpo errado, inadequado, não permitido, não belo e não desejável. Uma dança que articula diálogos entre o peso, o desejo, o apetite e a beleza, colocando em contraposição o controle e a brutalidade.

Na Ficha Técnica de "Peso Bruto", a Criação, produção e dança, Jussara Belchior; Interlocução de Soraya Portela; Dramaturgia, Anderson do Carmo; Trilha Sonora, Dimitri Camorlinga; Figurino, Joana Kretzer Brandenburg; Iluminação e Designe Gráfico, Marcos Klann; Fotografia, Cassiana dos Reis Lopes. A duração do espetáculo é de 35 minutos e a Classificação é para 16 anos.

Serviço:
*Oficinas Cênicas - dias 29, 30, 31 ago./01, 03 e 04 de setembro.
Sala "Procópio Ferreira"/Teatro "Torquato Neto"
estreia *Espetáculo "Peso Bruto"
dias: 31 agosto - 19h//\\01 de setembro - 20h30
na Galeria de Arte "Nonato Oliveira" [Club diários]
35 min.//\\classificação: 16 anos